Rezadeiras em Trajano de Moraes

RETIRADO DO SITE Mapa de Cultura RJ

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Casa da rezadeira Aurélia. Foto: Cris Isidoro/Diadorim Ideias

As rezadeiras são presença marcante em Trajano de Moraes. Elas fazem rezas simples – no fundo de quintal de suas casas -, que para muitos trajanenses são os caminhos da cura. Nascida em 1946, Ioleda, conhecida na cidade como dona Dota, é mãe de 14 filhos e uma das rezadeiras mais antigas do município. “Curo desde os 18 anos de idade. Um dom recebido de Deus e repassado por meu pai, também rezador. Só que ele recebia espíritos pra rezar, eu não tenho espírito não”, explica Dona Dota. A rezadeira pede aos santos para afastar de tudo um pouco: quebranto, perna inchada, mal olhado.

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Rezadeira da festa em Mogi

RETIRADO DO SITE G1 de Mogi e Suzano

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‘Tenho fé porque o Divino me deu a vida’, diz rezadeira da festa em Mogi
Senhora de 70 anos ajuda na Festa do Divino Espiríto Santo na cidade.
Histórias de fé e devoção fazem parte da vida de Dona Albertina.

Do G1 de Mogi das Cruzes e Suzano

Dona Albertina prepara a cesta que vai dar de presente para uma de suas netas. (Foto: Jenifer Carpani/G1)

Dona Albertina prepara a cesta que vai dar de presente para uma de suas netas. (Foto: Jenifer Carpani/G1)

Com um facão na mão, sentada no quintal de sua casa feita de pau a pique, Albertina Maria Ferreira, de 70 anos, desfiava com destreza os restos do bambu que recolheu na propriedade onde mora. A idade já avançada contrastava com a agilidade de seus dedos. Logo em seguida ela soltava o facão e segurava com os pés os pequenos talhos de bambu que resultariam em uma cesta. O objeto, quando terminado, seria dado de presente para uma das netas. “É para elas trazerem uvas para casa, senão as frutinhas ficam tudo amassadas”, explicou.

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Roda de Conversas com as Rezadeiras – RJ

A Coleção Temática de Plantas Medicinais do Jardim Botânico do Rio de Jane iro e seu Patrocinador Herbarium têm o prazer de convidá-los para a Roda de Conversas com as Rezadeiras, Dona Anselmina Araujo de Oliveira e Dona Maria Aparecida da Silva chamadas carinhosamente por D. Nina e Vó Maria respectivamente.

Com larga experiência no ofício de socorrer as pessoas da comunidade com seus saberes e através das tradições da reza, orações e preces, contribuem para a preservação da cultura de um povo.

Data: 31 de Maio de 2012
Horário: 15h
Auditório: Espaço de Convivência Coleção Temática de Plantas Medicinais
Entrada: Portaria Pacheco Leão n° 915 – Jardim Botânico do Rio de Jane iro.
Inscrição tel: 2294-6590

Coordenação : Angela Porto e Yara Britto

Instituto de Pesquisas Jardim Botanico do Rio de Janeiro
http://www.jbrj.gov.br/

Material sobre Benzedeiras ou Rezadeiras

TEXTOS ACADÊMICOS pesquisados no Google
Ser rezadeira: experiências e práticas culturais de participantes da Medicina popular. Gov. Mangabeira – Recôncavo Sul da Bahia (1950-1970) -
Alaíze dos Santos Conceição

Saúde e Salvação: O sagrado das Rezadeiras em Paulista – Sandro Roberto de Santana Gomes

O ofício das rezadeiras como patrimônio cultural: religiosidade e saberes de cura em Cruzeta na região do Seridó Potiguar -
Francimário Vito dos Santos

PRÁTICAS DE REZAS: ORALIDADE E CULTURA NO COTIDIANO DAS REZADEIRAS – Andrea Carla Rodrigues Theotonio

REZADEIRAS: GUARDIÃS DA MEMÓRIA – Claudia Santos da Silva

Caiu a espinhela? Procure por elas, as Rezadeiras

Não sou o AUTOR – RETIRADO DE Overmundo

“Lenços giram no ar limpando o pó/
que cai agora e sempre/
As Rezadeiras Rogam ao Tempo/
o Tempo e Maré não esperam por ninguém”

É um ambiente de fé e de luz a casa de uma rezadeira. Quem já procurou alguma para se benzer sabe do calor humano que se pode sentir ao estar diante de uma das figuras mais mágicas e singulares da cultura popular brasileira. O olhar, o acolhimento, as vibrações positivas, o sentimento de proteção, são coisas que enchem nossa alma de felicidade. Numa casa simples, na esquina ali na frente, numa casa no morro ou na baixada, em uma cidadezinha de inteiror, em uma estrada na roça, em um lugar singular é sempre possível encontrar alguém com o dom da reza e da cura. São rezadeiras, curandeiras (os), benzedeiras, rezadores, pessoas que dedicam grande parte do seu tempo para simplesmente ajudar os outros.

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Benzedeiras Guardiãs – música

Benzedeiras Guardiãs

Composição: Rosinha de Valença/Martinho da Vila

As rezadeiras usam
Águas da chuva e do rio
Curam as dores do corpo
Cisco no olho, espinhela caída

As benzedeiras vão
Com fé na oração
Curando nossas feridas
Como obaluaê

As rezadeiras quebram
Quebranto, mal olhado
Males que vem dos ares
Nervos torcidos, ventres virados

As benzedeiras são
As estrelas das manhãs
As nossas anciãs
Nanás buruguêis

Afastam a inveja
E o mal olhado
Com suas forças
Com suas crenças
Com suas mentes sãs

As rezadeiras são
As nossas guardiãs
Por dias, noites, manhãs
Nanás

Estaca canção é uma oração
Para as benzedeiras
Do coração mando este som
Para as rezadeiras

As rezadeiras são
As nossas guardiãs
Por dias, noites, manhãs
Nanás

Conhecendo as Benzedeiras de Goiabeiras Velha

Retirado de Shvoong

Conhecendo as Benzedeiras de Goiabeiras Velha – Jamilda Alves Rodrigues Bento
Publicado em: junho 05, 2006

O livro “Conhecendo as Benzedeiras de Goiabeiras Velha”, trata de mostrar um pouco sobre a cultura e o trabalho das verdadeiras doutoras em cultura popular, elas contam um pouco sobre o que sabem, para as pessoas interessadas pela arte e a cultura da benzedura.

O livro foi feito observando diretamente a prática das benzedeiras mais velhas. Personagem presente no cotidiano de tantas gerações na comunidade de Goiabeiras – Vitória – ES, estas mulheres utilizam-se de todos os ingredientes possíveis, para efetuarem os seus “benzimentos” naqueles que as procuram para a cura dos males do corpo e do espírito.

Cada religião tem suas tradições, mas não se pode negar que algumas destas estão presentes em mais de uma religião; dentre elas, pode-se citar, a benzedura.

Segundo o conceito do dicionário Aurélio, benzer significa fazer o sinal da cruz sobre (pessoas ou coisas), recitando certas fórmulas litúrgicas, para consagrá-la ao culto divino ou chamar sobre ela o favor do céu <…>. Porém, o ato de benzer não se resume a isso.

Trata-se, de um costume passado de geração em geração, que inclui, o sinal da cruz e também outros ritos, entre os quais estão: banhos, chás, simpatias, imposição das mãos, aspersão de água benta, além da utilização de materiais simbólicos como: tesouras, facas, ramas, terços, panos, agulhas entre outros.

O conhecimento das benzedeiras vai além, ultrapassa até, de certa forma, a medicina, resolvendo aquilo que não se obteve êxito através de conhecimentos médicos, pois elas admitem a possibilidade de um sintoma ser reflexo de algum mal espiritual, e é por isso que muitas pessoas
procuram a ajuda das benzedeiras. A elas foi associada, a crença da resolução para todos os males, sendo estes físicos ou espirituais.

Enquanto uns as procuram somente em casos de doenças, para outros, as benzedeiras são uma espécie de intermédio entre, religião e devoto, visto que essas pessoas na sua grande maioria estão ligadas a alguma religião.

Para as benzedeiras, o que faz com que sua benzedura seja realizada com êxito, é a pessoa ter fé, “nóis é mensageira das palavra de Deus, mas se a pessoa num credita naquilo, num dianta nada de vir aqui pedir ajuda” diz, dona Domingas Correia Santana, de 80 anos; é como se elas
fossem interlocutoras da divindade.

No Estado, temos um grupo de benzedeiras muito conhecidas, que são as benzedeiras de Goiabeiras, onde também ficam localizadas, as paneleiras mais famosas do Estado; as panelas de barro, fazem parte de nossa cultura, bem como as benzedeiras de lá.

Elas, nunca cobram pelo trabalho que fazem de benzer, e quando questionadas, dizem não cabimento, cobrar pela palavra de Deus, pois ela é dada para elas como um dom, mas que algumas pessoas lhes são tão gratas pela cura, que acabam dando algum tipo de agrado, que vão desde doces, a cestas básicas.

Ao contrario do que fazem os médicos que procuram uma solução biológica para uma doença, que muitas vezes tem origem psicológica, as benzedeiras vão ao íntimo das pessoas através da fé, lá chegando, elas transformam, através de seus rituais, a doença em algo bom. Tudo, como fazem questão de frisar, sempre através da fé; fé essa, que é o verdadeiro remédio para as doenças, na qual as benzedeiras, apenas
indicam a forma e a quantidade que deve ser tomada.