Antonio Nóbrega recebe o título de cidadão paulistano


Artigo retirado de O Globo ONLINE

Antonio Nóbrega recebe o título de cidadão paulistano

Plantão | Publicada em 26/06/2008 às 19h04m

O Globo Online

Antonio Nobrega. Divulgação

SÃO PAULO – O artista pernambucano Antonio Nóbrega recebe na segunda-feira, dia 30 de junho, às 19h, na Câmara Municipal de São Paulo, o título de cidadão paulistano, por indicação do vereador Chico Macena (PT).

O título é dado a pessoas que desenvolvem trabalhos significativos na cidade e que a adotam como sua.

Nóbrega mora há mais de duas décadas em São Paulo e foi na cidade que nasceram e cresceram seus dois filhos, Gabriel e Maria Eugênia. Juntamente com sua mulher, a dançarina e atriz Rosane Almeida, fundou em 1992 o Teatro-Escola Brincante, na Vila Madalena.

O Brincante é um importante Centro de Pesquisa e Difusão de Cultura Popular Brasileira, onde acontecem cursos de dança e música, além de oficinas, palestras e outras atividades, entre as quais merece destaque o curso A Arte do Brincante para Educadores, dirigido a professores da rede pública de ensino.

Com 56 anos de idade e mais de 30 de carreira, Antonio Nóbrega é um dos mais importantes artistas brasileiros, com marcante atuação no Brasil e no exterior. Acaba de retornar da Espanha, país no qual realizou oficinas de cultura brasileira e se apresentou na Expo Zaragoza 2008.

Em Portugal, na Universidade de Coimbra foi homenageado com a criação do Espaço Cultural Brincante. Em 1999 apresentou no renomado Festival de Avignon o espetáculo “Pernambuc”, no qual mostrou ao público europeu a efervescência de ritmos como frevo, maracatu, coco e ciranda.

No final da década de 60, Antonio Nóbrega participava da Orquestra Sinfônica do Recife e da Orquestra de Câmara da Paraíba quando foi convidado pelo escritor Ariano Suassuna para integrar como instrumentista e compositor o Quinteto Armorial, o mais importante grupo a criar uma música de câmara erudita brasileira com raízes populares.

A partir de 1976 começa a desenvolver um estilo próprio de concepção em artes cênicas, dança e música e apresenta uma série de espetáculos com os quais ganhou os Prêmios APCA, Shell e Mambembe, tais como “Bandeira do Divino”(1976), “O maracatú misterioso” (1985), “O reino do meio dia” (1989), “Figural” (1990) e “Brincante” (1992), no qual cria o seu alter-ego, o palhaço-bufão “Tonheta”.

A partir de 1995, inicia a fase de apresentar os espetáculos e gravá-los em CD: “Na pancada do ganzá”(1995), “Madeira que cupim não rói” (1997), “Pernambuco falando para o mundo”(1998), “O marco do meio dia”(2000) , “Lunário pérpétuo” (2002) e em 2006, “Nove de frevereiro”, CD no qual comemora o centenário de nascimento do ritmo que mais simboliza a efevervescência cultural do Recife.

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