Versejador resentido


Retirado do Blogue Coisas pra se dizer benzó Deus

violeiro.jpg

Nas marinas da vida quis aportar,
com meu barco humilde e reluzente,
fui levado por águas recorrentes,
em um vento soprando em outro rumo.
quanto mais meu esforço nesse prumo,
mais o avesso eu vía me espreitar,
quanto mais distante eu quis ficar,
mais um vento me trouxe o inesperado:
nesse instante finalizo meu passado,
e começo a viver o inconsequente.

Pelo peso da vida de hoje em dia,
lembro um tempo bem feliz em que vivia,
muito embora fazer o que queria,
era uma coisa sem futuro e indecente.
Cantigar, dedilhar um pinho rente,
com a alma mais pura desse mundo,
era ir de encontro a um submundo,
onde habitam os seres renegados:
nesse instante finalizo meu passado,
e começo a viver o inconsequente.

Versejei minha vida sem limites,
viajei com a viola em minhas costas,
fui poeta em meus sonhos, em minhas notas,
sem ninguém pra dar valia a meus palpites.
Um poeta machucado, nunca agride,
pois os versos retratam a sua dor,
um desprezo ou a perda de um amor,
fere o peito nunca mais cicatrizado:
nesse instante finalizo meu passado,
e começo a viver o inconsequente.

Autor: Ronaldo C. Veras – Timbaúba – PE

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