Publicado em Carlos Pena, poema

A Solidão e Sua Porta – Carlos Pena


A Solidão e Sua Porta

Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
e quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha).

Quando pelo desuso da navalha,
a barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha

a arquitetar na sombra a despedida
deste mundo que te foi contraditório,
lembra-te que afinal te resta a vida

Com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída:
entrar no acaso e amar o transitório.

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Autor:

Quando pequeno, era desses bebês bem gordinhos e todo encolhidinho em si. Meu tio não teve dúvidas: caburé, por parecer uma corujinha toda gorda, de asas fechadas.

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