A DOR – Brant Horta


Retirado de Sonetário Brasileiro

A DOR
Brant Horta

Dor! excelso crisol de uma alma forte,
Do tímido o terror, do justo o encanto:
Para este, um gozo idolatrado e santo,
Para aquele, sinônimo de morte.

Água lustral do pecador sem norte,
Clarão nas trevas e na luz um canto!
Dor! blasfemam-te os homens, e, no entanto,
És dos bons a benévola consorte.

Ó grande Dor, meu canto de esperança,
De Deus misericórdia e graça imensa,
Dados à alma ditosa que te alcança.

Bendita sejas com teu doce arcano,
Que nos alenta e nos apura a crença,
E faz um semideus de um ser humano!

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