Ainda sobre o grupo Sons do Cerrado


Retirado de Overmundo

Numa época onde as tradições se perdem e a natureza é depredada, um grupo musical tem a proposta de resgate dos valores culturais do cerrado, recuperando as manifestações folclóricas através da música. 

É um trabalho que faz o mapeamento do panorama cultural do cerrado, coletando os sons entre as comunidades locais e realizando uma reeleitura de músicas e composições regionais, como Marimbondo Amarelo registrando tudo em DVD. Pelo interior da Bahia (Correntina) Goiás (Uruaçu, Jataí) e povos indígenas eles buscam as manifestações já quase perdidas, que são apresentadas com técnica, arranjos e instrumentações em linguagem moderna. 

Segundo o professor Altair Sales Barbosa da UCG, também autor de algumas letras cantadas pelo grupo, como Cantiga para Maria Balão, o trabalho de pesquisa musical tem resgatado manifestações inéditas, conseguindo guardar a memória cultural de regiões isoladas no interior da Bahia e muitos outros locais.

É um trabalho que revela a vivência dos povos do cerrado a respeito de seu ambiente, suas crenças, seus costumes, e os costumes dos bichos e das raízes de cantarem o seu lugar. As músicas são em sua maioria, de domínio público e ainda com trechos originais de grupos folclóricos. As manifestações culturais como congada, catira, folias, sussia, chimite e outros servem de inspiração para o grupo, cujo trabalho já se destaca no cenário nacional. São reinterpretações que levam o ouvinte a um mundo mágico, misturando tradição, técnica e talento. Exemplo da música “Aboio”.

Andréa Luiza Teixeira, componente do grupo, diz:

– Nossa intenção é produzir Cds e Dvds mapeando o panorama cultural de diversas regiões. Já fizemos nove volumes com esses sons coletados e adaptações da produção cultural de composições oriundas do cerrado.

O cd Alumeia, lançado recentemente, contou com a participação dos músicos Zeca Baleiro, Carlos Malta e Larissa Malty, que interpretando a Velha do Cerrado utiliza a arte como forma de sensibilizar e promover a educação ambiental. Brevemente postarei uma matéria especialmente sobre a Velha do Cerrado.

Selecionado para o Projeto Pixinguinha, o grupo Sons do Cerrado vai integrar a quarta caravana de artistas e vai se apresentar durante este mês de novembro, em diversas capitais do Nordeste acompanhado do violonista Yamandu Costa. A turnê será encerrada dia 21 no Rio de Janeiro, com a gravação de um DVD.

Essa participação do grupo no Projeto Pixinguinha representa a valorização de um trabalho sério realizado pela Universidade Católica de Goiás, através do Instituto Tropico Subúmido (ITS).

Músicos renomados como Djavan, Zé Ramalho, Zeca Pagodinho, Zélia Duncan e tantos outros se tornaram conhecidos através do Projeto Pixinguinha, e assim espero que seja com meus amigos goianos do grupo Sons do Cerrado. São eles: Alba Franco (cantora); Andréa Luísa Teixeira (Flauta); Verônica Aldé (Flautas) e Vagner Rosafá (piano e percussão); pelos instrumentistas Diego Amaral, Tio Quincas e S.Evaristo nas percussões, Gilvan Sem Doce na Sanfona e Ney Couteiro nos violões e viola; e com a direção musical do maestro e arranjador Jarbas Cavendish. 

Parabéns ao grupo, que agora poderá mostrar ao Brasil essa musicalidade, divulgando com muita competência o som do interior, dos bichos, das árvores, dos velhos, das lavadeiras, das benzedeiras e especialmente do cerrado brasileiro.

Contato com o grupo:
sonsdocerrado@gmail.com

Telefone – (62) 39461708 / fax.(62) 39461711

Celulares – (62) 81474501 / (62) 99250209

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