Dia do Cordelista


Notícia RETIRADA de Fundação Joaquim Nabuco

O responsável pelo blog lamenta o fora-de-hora da notícia.

(14/11) Dia do Cordelista será celebrado na Fundaj Apipucos

Na manhã da quarta, 19/11, a Fundaj celebrou o dia do cordelista no campus de Apipucos. A programação incluiu declamações de cordéis, uma feira onde o público podia adquirir diversos trabalhos de cordelistas representativos, um plantio de Baobá, e a exibição de documentários da Fundaj relacionados ao tema.

O dia do cordelista foi criado em 2005, por uma lei estadual, cuja autoria foi do deputado Antônio Moraes. A data escolhida foi uma homenagem ao grande cordelista Leandro Gomes de Barros, nascido no dia 19 de novembro de 1865.

2005 também foi o ano de criação da União dos Cordelistas de Pernambuco. José Onório, presidente do grupo, indicou a missão da iniciativa: “Nós queremos dar mais visibilidade ao cordel, tornando-o mais presente no cotidiano das pessoas, através de recitais em espaços públicos, como praças e mercados, além de promover oficinas nas escolas, sempre no intuito de preservar essa cultura de raiz”.

O cordel, ao longo de sua história, passou por transformações. Se antigamente era praticado principalmente pelo homem da zona rural, com uma prevalência maior de temas ligados a área, como o cangaço, a pecuária e a agricultura, hoje o gênero passou por um processo de urbanização, onde profissionais dos mais variados incorporam temas de suas vivências a essa criação poética.

Mas, se o gênero comporta qualquer tema, quais são as características próprias do cordel? “A palavra cordel tem suas acepções: o suporte, o folheto que contém o poema, e o poema em si. Este se caracteriza pela linguagem oral, com uma estrutura poética fixa, a partir de esquemas tradicionais de rima. E este tipo de poema pode aparecer em outros suportes, como livros, revistas, ou mesmo a internet”, esclarece José Onório.

O presidente da União dos Cordelistas também explicou a diferença entre o cordel e o repente: “Costuma-se dizer que os dois gêneros são irmãos siameses. A principal diferença é que o repente é feito de improviso, a partir de um mote dado pela situação, enquanto o cordel é elaborado previamente, chegando ao público já pronto.

O repente também costuma ser acompanhado por uma viola, mas ambos os estilos tem uma grande preocupação com a sonoridade. Pode-se dizer que o cordel só se completa quando é declamado”.

O médico Ernando Carvalho é o autor do cordel “O Bê-a-Bá do Baobá”, que presta uma homenagem à árvore escolhida para ser plantada na solenidade.Esse ato é explicado pela ligação da árvore com a cultura de Pernambuco.

“Não é à toa que uma das galerias de arte da Fundaj Casa Forte leva o nome da árvore, que tem grande importância econômica para várias comunidades. Pernambuco possui a maior quantidade do vegetal no país – Recife é chamada pelos estudiosos do assunto como “a cidade dos Baobás” com 11 árvores tombadas.

Além disso, há a importância cultural, já que muitas pessoas se reúnem debaixo da árvore para descansar e conversar, desfrutando das amplas sombras oferecidas por ela, esclarece o médico e cordelista.

O Centro de Estudos Folclóricos Mário Souto Maior, ligado à Diretoria de Pesquisas Sociais da Fundação Joaquim Nabuco, promove ainda, na parte da tarde, do dia 19/11, palestra alusiva ao tema, na sala Gilberto Osório, na Fundaj/Apipucos.

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