Entrevista – Dona Militana


Retirado de Diario de Natal

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Entrevista – Dona Militana
Arquivo/MinC

Diário de Natal – Como a Sra. está encarando essa viagem a Brasília e em particular, de estar recebendo essa homenagem?

D. Militana – Em primeiro lugar, meu filho, agradeço a Deus. Tenho confiança nele, no que Nosso Senhor faz por mim, que as pessoas escutem a minha voz. Com perseverança e fé em Deus, a gente consegue tudo. Só depende da fé. Vem gente querendo ouvir por todo canto o que eu guardo aqui. Isso me deixa muito, muito feliz. Vou receber esse prêmio muito satisfeita. É em Brasília, não é?

De onde a Sra. tira a inspiração para buscar na memória os romances que canta?

Vem das coisas que eu ouvia menina, criança, e continuei ouvindo. Eu canto desde pequena. Cantava pras filhas, canto pros netos, pro povo. Assim o povo me ouviu e pediu que eu cantasse mais. Lembro de tudo. De tanta coisa desse mundo de Deus… (Canta um trecho de romance em versos curtos sobre o tempo. Menciona as palavras “relógio” e “casal”). É assim, meu filho. Do que eu lembro, disso que Deus me deu.

A Sra. viajou por vários lugares do Brasil levando seu canto, romances que a maior parte das pessoas nunca tinha ouvido. O que achou dessas experiências?

-Graças a Deus me ouvem com muito respeito, batem palma, pedem que eu cante mais. Eles entendem o que eu canto, o que eu falo. É bom saber que gostam da pessoa. Cantei no disco e muito artista veio me acompanhar. Eles também gostam de mim, cantam comigo, vêem o que é importante, têm respeito comigo. O povo parece que sabe o que eu canto. Esses romances.

No CD Cantares a Sra. mostra que tem um repertório de fôlego, variado, e o que é melhor, citado por nomes importantes da música regional. Como é saber que tanta gente de peso reconhece o seu valor?

O que eu tenho, graças a Deus, é essa lembrança. Os artistas, esse povo vem, e sabe o que fazer com esses romances. Eu canto e eles cantam, é assim. Eles sabem o que é importante, dão valor ao que eu sei cantar. Coisa antiga, de muito tempo atrás. O disco (referindo-se ao CD triplo Cantares/Projeto Nação Potiguar) tem muita coisa antiga também, e eu vou fazendo o que eu sei. Sai daqui de dentro. Da cabeça, na voz.

O que a Sra. sente quando se apresenta para o público mais jovem, caso do Festival Música Alimento da Alma e outros eventos do tipo?

Pessoas moças, criança, jovem, acho que todo mundo gosta do que eu canto. Parece que eles entendem e gostam. Eu já disse: batem palma, querem que eu cante mais, pedem mais que eu cante. É assim. Vou continuar cantando até quando Deus quiser, porque é desse jeito que eu sinto.

A Sra. acha que as pessoas deveriam prestar mais atenção na cultura regional?

Passa muito tempo sem ninguém aparecer. Aí aparece de repente muita gente que quer falar comigo. Só tive mais atenção quando o disco saiu. Depois esquecem, é assim. Mas eu continuo a cantar, com a graça de Deus. A gente não pode parar, não é?

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