ANTONIO CARLOS NÓBREGA, O BRINCANTE DE MIL FACES


RETIRADO DO BLOG Musicaria Brasil – VISITEM!

-x-x-x-x-x-x-

ANTONIO CARLOS NÓBREGA, O BRINCANTE DE MIL FACES

Por Bruno Negromonte

Ao longo deste mês, mais precisamente no último dia 02 de maio, um dos artistas pernambucanos mais respeitados, tanto pela crítica quanto pela imprensa, completou 60 anos. Um artista que em cima de um palco possui um vigor jovial em suas performáticas apresentações. Ele canta, encena, dança tudo de maneira ímpar. Suas apresentações é a multiplicidade da cultura nordestina em diversos aspectos que vão, a princípio da música, porém perpassa pelo teatro, pela dança e outras formas de manifestações artísticas, pois mencionar o nome de Antônio Carlos Nóbrega é falar da multiplicidade da genuína cultura nordestina. Falo isso porque vejo Nóbrega é como uma espécie de rio que depois de sorver as caudalosas águas de diversos afluentes torna-se um imponente representante das mais autênticas manifestações do riquíssimo folclore do Nordeste brasileiro.

Nascido no Recife, Antonio Carlos Nóbrega de Almeida deu início a sua introdução no mundo das artes ainda na adolescência, quando a partir da Escola de Belas Artes do Recife dedilhava seus primeiros acordes no violão sob as instruções do violinista catalão Luís Soler e foi aluno de canto lírico com a professora Arlinda Rocha. Daí em diante as coisas foram ganhando forças sob a égide do seu pai, médico e incentivador das aptidões do filho para as artes, porém esta aptidão restringe-se a princípio a música erudita, de onde veio a sua formação. É desse período a sua participação na Orquestra de Câmara da Paraíba em João Pessoa e na Orquestra Sinfônica do Recife, mas em contrapartida, Antonio Nóbrega participava de um conjunto de música popular com suas irmãs.

Por volta de 1971, Ariano Suassuna assiste a um concerto sobre a obra Bach e ali tem a certeza que encontrou o violinista que necessitava para a formação do seu Quinteto Armorial (um dos mais importantes grupos de música de câmara erudita
brasileira de raízes populares dentro da música popular brasileira). Esse convite (prontamente aceito por Nóbrega) mudou em definitivo a carreira musical do artista a partir do contato de Nóbrega com diversos artistas populares de diversas regiões do Brasil, principalmente do Nordeste brasileiro. Seu mergulho intenso no universo de ritmos como o dos brincantes do caboclinhos, brincantes do cavalo-marinho o fez assimilar peculiaridades dessas manifestações de maneira que hoje o torna indissociável de tais segmentos culturais brasileiro.

Sua passagem pelo Quinteto durou até 1976, quando apresentou nesse mesmo ano o espetáculo “A Bandeira do Divino” e procurou mostrar a partir de então um estilo próprio de concepção em artes cênicas, dança e música. Na década de 80 Nóbrega concebeu e dirigiu os espetáculos “A Arte da Cantoria” (1981); “Maracatu Misterioso” (1982); “Mateus Presepeiro” (1985) e “O “Reino do Meio Dia” (1989) sob direção de Francisco Medeiros. Além de, na Unicamp, ajuda a implantar o Departamento de Artes Corporais e ensina danças brasileiras.

A partir da década seguinte apresenta diversos espetáculos que consequentemente também transforma-se em discos substanciados pela fina-flor das culturas que regimentam a sonoridade do Nóbrega pós-quarteto. É desse período os espetáculos “Figural” (1990) e também o espetáculo “Brincante” (nome este que em 1992 batiza o teatro escola fundado por Nóbrega e atriz e dançarina Rosane Almeida e posteriormente dá nome também ao seu selo musical). Nesses espetáculos o que mais evidenciam-se são as singulares performances do pernambucano, uma perfeita fusão harmônica entre o que se faz popular e a sofisticação. Nesses espetáculos ele exerce diversas situações: canta, toca, dança, dentre outras. Um exemplo é “Figural”, que na década de 90 fez enorme sucesso no eixo Rio-São Paulo. Nele, Nóbrega já revela-se um embaixador da cultura e o imaginário nordestino.

Desde 1996, com o espetáculo “Na pancada do ganzá” que todos os espetáculos apresentados por Nóbrega tem sido acompanhado por um disco homônio, onde consequentemente o sucesso também tem sido homônio. De lá pra cá foram “Na pancada do ganzá” (1996), “Madeira que cupim não rói” (1997), “Pernambuco falando para o mundo” (1998), “O marco do meio-dia” (2001), “Lunário perpétuo” (2002), “Nove de frevereiro” (2005) e “Nove de frevereiro – volume 02” (2006). Desses “Lunário Pérpetuo” e “Nove de frevereiro” acabaram virando DVD para eternizar o sucesso de tais espetáculos. Sem contar ainda que por volta de 2004, Nóbrega desenvolveu, ao lado de Rosane Almeida, o projeto Danças Brasileiras, realizado para o Canal Futura. Foi uma série de 12 programas em que a dupla interagia com comunidades pelo Brasil afora, onde se encontram manifestações populares de dança.

Quando questionado para emitir sua opinião sobre Nóbrega, Suassuna o definiu do seguinte modo:

De fato, com a aparição, na vida do palco brasileiro e no palco da vida brasileira, dessa extraordinária, ágil, lírica, e, ao mesmo tempo, cortante, aguda e satírica figura de Brincante, criado e recriado por Antonio Carlos Nóbrega – agora posso dizer, com orgulho e inveja ao mesmo tempo, que surgiu aquela maneira de encenar e representar com a qual eu sonhava e que, com minhas limitações e frustrações, não fui capaz de criar por mim mesmo. Antonio Carlos leva muito além e muito adiante aquele modelo que eu simplesmente imaginava para um verdadeiro ator brasileiro: porque ele, no campo do teatro encarado como espetáculo, é completo, sendo não somente autor, mas ainda ator. Mímico, dançarino, cantor e músico – tocador admirável de uma endemoniada rabeca, ágil, possessa e meio insana, como seu dono e como todo artista que se preza”.

Depois dessa definição do mestre Suassuna fica difícil emitir qualquer opinião sobre este brincante e resta-me apenas expressar aqui o meu desejo de felicidade plena para este homem que consegue fazer-se em tantos e que entre tantos se destaca como único. Parabéns não só pela data, mas também pela diversidade de talentos que apresenta! Salve Tonheta* e a cultura popular do Brasil!

Discografia Antonio Carlos Nóbrega
Do Romance ao Galope Nordestino (1974)

Faixas:
01 – Revoada (Antônio José Madureira)
02 – Romance da bela infanta (Romance ibérico do séc. XVI, recriado por Antônio José Madureira)
03 – Mourão (Guerra Peixe)
04 – Toada e desafio (Capiba)
05 – Ponteio acutilado (Antônio Carlos Nóbrega)
06 – Repente (Antônio José Madureira)
07 – Toré (Antônio José Madureira)
08 – Excelência (Tema nordestino de canto fúnebre, recriado por Antônio José Madureira)
09 – Bendito (Egildo Vieira)
10 – Toada e dobrado de cavalhada (Antônio José Madureira)
11 – Romance de Minervina  (Antônio José Madureira)
12 – Rasga (Antônio Carlos Nóbrega)

Aralume (1976)

Faixas:
01 – Lancinante (Antônio José Madureira)
02 – Improviso (Antônio José Madureira)
03 – O homem da vaca e o poder da fortuna (Antônio José Madureira)
04 – Abertura
05 – A preguiça
06 – A troca dos bichos
07 – Ironia ao rico
08 – Aralume (Antônio José Madureira)
09 – Reisado (Egildo V. do Nascimento)
10 – Guerreiro (Antônio José Madureira)
11 – Ponteado (Antônio José Madureira)
12 – Chamada e marcha caminheira (Egildo V. do Nascimento)

Quinteto Armorial (1978)

Faixas:
01 – Baque de Luanda (Antônio José Madureira)
02 – Romance da Nau Catarineta (Recriação de temas de chegança por Antônio José Madureira)
03 – Toque dos Caboclinhos (Folclore)
04 – Entremeio para rabeca e percussão (Antônio Carlos Nóbrega)
05 – Ária (Cantilenas de Bachianas Brasileiras nº 5) (Lobos, Transcrição Antônio José Madureira)
06 – Toque para marimbau e orquestra: 1º movimento: Galope à beira-mar
07 – 2º movimento: Bendito de Romeiros
08 – 3º movimento: Marcha rural (Antônio José Madureira)

Sete Flechas (1980)
Faixas:
01 – Marcha da folia (Raul Morais)
02 – Sete flechas (Antônio José Madureira)
03 – Xincuan (Antônio José Madureira)
04 – Improviso (Antônio José Madureira)
05 – Cocada (Lourival Oliveira)
06 – Martelo agalopado (Ariano Suassuna, Antônio Carlos Nóbrega)
07 – Cantiga (Antônio José Madureira)
08 – Algodão (Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira)
09 – Zabumba lanceada (Fernando Torres Barbosa)
Brincadeiras de roda, estórias e canções de ninar (1983) 

Faixas:
01 – A viuvinha (Folclore)
02 – Flor de maravilha – Flor minha flor  (Folclore)
03 – Estória da Coca  (Folclore)
04 – Aninha e o príncipe  (Folclore)
05 – Sapo cururu  (Folclore) / Olha quanto sapo (Folclore)
06 – Puxa o boi  (Folclore) / No caminho da roça (Folclore)
07 – Maria Madeira  (Folclore) / Anda a roda – Reguingô (Folclore)
08 – La condessa  (Folclore)
09 – A filha do Rei da Espanha  (Folclore)
10 – Ferra o peixe  (Folclore) / Na beira da praia (Folclore)
11 – Estória da figueira  (Folclore)
12 Canção de ninar  (Folclore) / Xô papão – Sussussu (Folclore)

Bandeira de São João (1987)

Faixas:

01 – Sertão alegre (Francisco Assis Lima – Antônio José Madureira – Ronaldo Brito)
02 – São João menino (Francisco Assis Lima – Antônio José Madureira – Ronaldo Brito)
03 – Boneca de milho (Francisco Assis Lima – Antônio José Madureira – Ronaldo Brito)
04 – Acorda, povo (Francisco Assis Lima – Antônio José Madureira – Ronaldo Brito)
05 – Jaci-Coraci (Francisco Assis Lima – Antônio José Madureira – Ronaldo Brito)
06 – Pastoreio (Francisco Assis Lima – Antônio José Madureira – Ronaldo Brito)
07 – Louvação (Francisco Assis Lima – Antônio José Madureira – Ronaldo Brito)
08 – Adivinha (Francisco Assis Lima – Antônio José Madureira – Ronaldo Brito)
09 – Algodão (Francisco Assis Lima – Antônio José Madureira – Ronaldo Brito)
10 – Xangô São João (Francisco Assis Lima – Antônio José Madureira – Ronaldo Brito)
11 – Balão-ão (Francisco Assis Lima – Antônio José Madureira – Ronaldo Brito)
12 – Quadrilha (Francisco Assis Lima – Antônio José Madureira – Ronaldo Brito)

Na Pancada do Ganzá (1996)

Faixas:
01 – Loa de abertura (Folclore)
02 – Vinde, vinde, moços e velhos (Folclore)

03 – Truléu da Marieta (Folclore)
04 – A vida do marinheiro (Folclore)
05 – Truléu, léu, léu, léa   (Folclore)
06 – Serenata suburbana (Capíba)
07 – Marcha da folia (Raul Moraes)
08 – Boi castanho  (Getúlio Cavalcanti)
09 – O romance de Clara Menina com D. Carlos de Alencar
10 – 1º Movimento do Concerto de Bach em ré menor para rabeca e flauta (Bach)
11 – Desassombrado (Antônio Nóbrega)
12 – Mexe com tudo (Levino Ferreira)
13 – Minervina  (Marcelo Varella – Antônio Nóbrega)
14 – Mateus embaixador (Antônio Nóbrega)
15 – Na pancada do ganzá  (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
16 – Despedida (Folclore)

Madeira Que Cupim Não Rói (1997)

Faixas:
01 – Abrição de portas (Wilson Freire – Folclore)
02 – Canudos (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
03 – Chegança  (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
04 – Quinto império (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
05 – Olodumaré (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
06 – Nascimento do Passo (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
07 – Andarilho (Dalton Vogeler – Orlando Silveira)
08 – O vaqueiro e o pescador (Dimas Batista – Antônio Nóbrega)
09 – Quando as glórias que gozei… (Folclore)
10 – Madeira que cupim não rói (Capiba)
11 – Corisco (Lourival Oliveira)
12 – Monga (Wilson Freire – Folclore)
13 – Coco da lagartixa (Wilson Freire – Folclore)
14 – Maracatu misterioso (Marcelo Varella – Antônio José Madureira)
15 – Rasga do nordeste (Antônio Nóbrega)
16 – Lição de namoro (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
17 – Sambada dos mestres (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
18 – Vou-me embora (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)

Pernambuco falando para o Mundo (1998)



Faixas:
01 – Vinde, vinde, moços e velhos (Folclore)
02 – Festa da padroeira (Capiba)
03 – Chegança (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
04 – Olodumaré  (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
05 – Cantigas de roda (Getúlio Cavalcanti)
06 – A dor de uma saudade (Edgard Moraes)
07 – Cocada (Lourival Oliveira)
08 – Pau-de-arara (Guio de Morais, Luiz Gonzaga)
09 – Mulher-peixão (Luiz de França)
10 – Minervina (Marcelo Varella, Antônio Nóbrega)
11 – Seleção Capiba:
De chapéu-de-sol aberto (Capiba)
Oh! Bela (Capiba)
Cala a boca, menino (Capiba)
Frevo e ciranda (Capiba)
Trombone de prata (Capiba)
12 – Vassourinhas (Mathias da Rocha, Joana Batista)
13 – Formigão (Felinho)
14 – Pernambuco falando para o mundo (Wilson Freire, Antônio Nóbrega)
15 – Despedida (Folclore)

O Marco do Meio-Dia (2001)

Faixas:
01 – Apresentação dos músicos (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
02 – Dança do mergulhão (Domínio Público)
03 – Mestiçagem (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
04 – Viagem maravilhosa (Bráulio Tavares – Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
05 – Zumbi (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
06 – Risada da Chiquinha (Jair Pimentel)
07 – Coco da bicharada (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
08 – Nau (Antônio José Madureira)
09 – Estrela d´alva (Bráulio Tavares – Antônio Nóbrega – Zezinho Pitoco)
10 – Flecha fulniô (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
11 – Romance do aleijadinho (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
12 – Galope beira-mar para Bispo do Rosário (Wilson Freire – Antônio José Madureira)
13 – Dança dos arcos (Domínio Público – Manuel Salustiano)
14 – Martelo d´o marco do meio-dia (Ariano Suassuna – Antônio Nóbrega)

Lunário perpétuo (2002)

Faixas:
01 – O rei e o palhaço (Bráulio Tavares – Antônio Nóbrega)
02 – Ponteio acutilado (Antônio Nóbrega)
03 – Romance da filha do imperador do Brasil (Ariano Suassuna – Antônio Nóbrega)
04 – Carrosel do destino (Bráulio Tavares – Antônio Nóbrega)
05 – Romance da Nau Catarineta (Toadas populares – Romance tradicional recriado por Ariano Suassuna)
06 – Canjiquinha (Lourival Oliveira)
07 – A morte do Touro Mão de Pau (Ariano Suassuna – Antônio Nóbrega)
08 – Pagão (Pixinguinha)
09 – Excelência (Toadas populares – Recriação literária de Ariano Suassuna)
10 – Meu foguete brasileiro (Bráulio Tavares – Antônio Nóbrega)
11 – Luzia no frevo (Antonio Sapateiro)
12 – Delírio (Antonio José Madureira)
13 – Lágrimas de um folião (Levino Ferreira)
14 – Romance de Riobaldo e Diadorim (Wilson Freire – Antônio Nóbrega)
15 – Lunário Perpétuo (Bráulio Tavares – Wilson Freire – Antônio Nóbrega)

Dvd Lunário perpétuo (2002)

Faixas:

01 – Ponteio acutilado (Antônio Nóbrega)
02 – Excelência (Toadas populares, Recriação literária de Ariano Suassuna)
03 – Romance da Nau Catarineta (Toadas populares, Romance tradicional recriado por Ariano Suassuna)
04 – Romance da filha do imperador do Brasil (Ariano Suassuna, Antônio Nóbrega)
05 – Romance de Riobaldo e Diadorim (Wilson Freire, Antônio Nóbrega)
06 – Canjiquinha (Lourival Oliveira)
07 – Luzia no frevo (Antonio Sapateiro)
08 – Apanhei-te Cavaquinho (Ernesto Nazareth – Darci de Oliveira – Hubaldo Maurício – Nara Leão – Paulinho Garcia)

09 – Meu foguete brasileiro (Bráulio Tavares – Antônio Nóbrega)
10 – Patativa
11 – Lágrimas de um folião (Levino Ferreira)
12 – Carrosel do destino (Bráulio Tavares – Antônio Nóbrega)
13 – O rei e o palhaço (Bráulio Tavares – Antônio Nóbrega)
14 – Lunário Perpétuo  (Bráulio Tavares – Wilson Freire – Antônio Nóbrega)

Nove de frevereiro (2005)

Faixas:
01 – Último Dia/Mexe com Tudo (Pout-Pourrit)
02 – Sonhei que Estava em Pernambuco

03 – Folias da Madrugada
04 – A Pisada é Essa
05 – Transcedental
06 – Dedé
07 – Chuva Morna
08 – Cocorocó
09 – Quinho
10 – Ingratidão
11 – Capenga/Mordido(Pout-Pourrit)
12 – Garrincha
13 – Isquenta Muié
14 – Vão Me Levando
15 – Relembrando o Passado
Nove de Frevereiro – Vol. 2 (2006)

Faixas:
01 – Fervo
02 – Clovinho no frevo
03 – Festim
04 – Galo de Ouro
05 – Segura no meu braço

06 – Brincando com clarineta
07 – Por quem os blocos cantam
08 – Pra vocês, foliões
09 – Avenida Brasil
10 – Tirando a casaca
11 – Saudosos foliões/Alegre bando
12 – Canhão 75
13 – Duas épocas
14 – Florilégio
15 – Corisco
16 – Melodia sentimental
Nove de Frevereiro (DVD)



Faixas:
01 – Último Dia / Mexe com Tudo
02 – Folias da Madrugada
03 – Duas Épocas
04 – Tirando a Casaca
05 – Corisco
06 – Clovinho no Frevo
07 – Festim
08 – Alegre Bando
09 – Por Quem os Blocos Cantam
10 – Avenida Brasil
11 – Terceiro Dia
12 – Sorriso
13 – Lágrimas de um Folião
14 – Capenga
15 – Galo de Ouro
16 – Duda no Frevo
17 – Formigão
18 – Cabelo de Fogo / Fogão
19 – Fervo
20 – A Pisada é Essa
21 – Cocorocó
22 – Garrincha
23 – Dedé
24 – Segura no Meu Braço
25 – Sonhei que Estava em Pernambuco
26 – Canhão 75
27 – Melodia Sentimental
28 – Passo de Anjo
29 – Frevo Sanfonado

O grande personagem de Nóbrega é Tonheta, anti-herói popular por ele definido como um misto de pícaro, bufão, palhaço, arlequim, vagabundo, uma espécie de colcha de retalhos desses tipos populares que povoam as ruas e praças do país.
Anúncios

Um comentário em “ANTONIO CARLOS NÓBREGA, O BRINCANTE DE MIL FACES

  1. Me desculpe a falta de cultura,de conhecimento.Foram muitos anos de completa iguinorancia.Mas hoje finalmente posso dizer o quanto e maravilhoso assistir apresentacoes,olha-lo cantando,dancando e como ver Deus a guiar-lhe as maos,os bracos,as pernas,enquanto atraves de sua boca sai a Sua propria voz.Obrigada,obrigada.obrigada,mais muito obrigada mesmo!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s