Nenéu Liberalquino


RETIRADO DE O Nordeste

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NENÉU LIBERALQUINO
Manoel Deodoro Liberalquino Ferreira
25/8/1960 (Canhotinho, Pernambuco)

Detentor de uma voz bem timbrada, já aos sete anos, estimulado pelo pai, começou a cantar em programas de rádio e televisão locais, conseguindo ganhar o I Concurso de Cantores Infantis do Nordeste, patrocinado pela Rede Globo Nordeste, produzido por Renato Phaelante e J. Raposo.

Chamado pelo diminutivo de Nenéu, escolheu entre os seus sobrenomes o Liberalquino e assim ficou conhecido.

Aos 16 anos, sentiu-se atraído pelo violão, influenciado pelo violonista Manoel Barbosa, amigo de seus pais, e também pela Escola Brasileira de Violão, representada por importantes nomes da música, como Paulinho Nogueira e Baden Powell.

A partir de então, teve de desenvolver uma técnica própria que lhe permitisse manter-se dentro do estilo brasileiro de tocar violão.

Sem abandonar os estudos, licenciou-se em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco, mas permitiu que o mundo da música o tomasse por inteiro e sua formação acadêmica, nesta área, foi realizada na Berklee College of Musica, na cidade de Boston (EUA). Foi lá que se graduou em composição, com Thomas McGah, mestre em música pela Boston University, em 1989, tendo estudado regência com o maestro David Callahan, mestre em música pela University of Massachussets.

No Brasil, participou de outros cursos de capacitação nas áreas de regência, a análise harmônica e composição.

Foi regente de Camerata de Violões do Centro Experimental de Música do SESC, em São Paulo e também regente de Coro.

Em 1996, além de apresentar-se no IV Festival Sem Barreiras, em Curitiba, fez uma turnê pela Europa, quando participou do VIII Festival Internacional de Violão em Lyon (França) e foi convidado especial, no show da cantora Teca Calazans, realizado no Recife e em Paris.

Desde julho de 2002, é o regente titular e diretor artístico da Banda Sinfônica do Recife e, paralelamente, ministra cursos nas áreas de arranjo, harmonia tradicional e jazzística.

Lançou dois CDs como instrumentista solo: um em 1994, pela Polydisc/Sony Music, com produção de Zé da Flauta e o outro, em 1996, produzido pela GHA Records; mais um CD, o primeiro com seu trio, foi lançado em 2002, sob o título de Acqualuz. Com este trabalho, fez turnê por cinco cidades pernambucanas, dentro do Projeto Instrumental do SESC.

Participou de outros projetos importantes, como Tom Brasil; Festival de Inverno de Garanhuns; Projeto Instrumental na Torre Malakojj; Projeto Instrumental Fernando de Noronha; Instrumental In Concert, Pernambuco; e o Projeto Villa Lobos, no Clube do Choro em Brasília.

Fez direção musical para shows de vários nomes de nossa música como Teca Calazans, em 1999, no qual foi também violonista e arranjador; participou como arranjador e violonista do CD do cantor Zéh Rocha, em 2000; compôs a trilha sonora do disco de poesias do escritor Maximiano Campos, em 2001; fez direção musical de dois CDs do violonista Cláudio Almeida; de quatro CDs de Gonzaga Leal, entre 2000 e 2007; de um CD de Maurício Cavalcanti, em 2006, do qual participou também como violonista e cantor.

Desde 2005 é diretor musical e regente do Concurso de Música Carnavalesca Pernambucana, promovido pela Prefeitura do Recife e sob sua batuta foram lançados dois CDs com as músicas vencedoras das versões 2006 e 2007, daquele concurso.

Outras obras:

Poente, 1982; Maná, 1989; Valsa pro Manoelito, 1991; Murmúrio e Danças dos magos, 1990; Recordações e Dilema, 1992; Prece, 1993; Baião em dó, 1995, todas estas para o Violão Solo. E mais Brasilis, 1993; Maracutaia, em parceria com Zé da Flauta, 1994; Acqualuz, 1997, estas para o Trio de Violões. Para Big Band compôs Dukes Feeling, 1988; Para Orquestra de Cordas, Homofobia, 1988; para Coro Misto, Moteto, 1988; para Sax, Nossa amizade, 1986; para Piano e Violão, Amanhecer, 1986. Entre suas canções constam Sentimento, Melancolia, Força viva, com letra de José Edson, 1980; Pássaro, com letra de Marquinhos Morais, 1982.

Fonte: MPB Compositores Pernambucanos – Coletânea bio-músico-fonográfica – 100 anos de história, Renato Phaelante, Cepe Editora, Recife, 2010.

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