Um pouco mais sobre Rubinho do Vale

RETIRADO DO SÍTIO Descubra Minas

  • Belo Horizonte - Viva o Vale - Divanildo Marques

O cantor e compositor Rubinho do Vale, que descobriu entre as ruas de Ouro Preto o verdadeiro significado da palavra cultura, conta ao Portal Descubraminas sobre o despertar de sua trajetória musical, suas desilusões, projetos e, em especial, sobre a sua posição em relação à cobertura da mídia a questões governamentais no Vale do Jequitinhonha.

Descubraminas: Conte um pouco sobre a sua história: infância na roça do pai, estudos em Rubim, experiência na capital e curso superior em Ouro Preto. É uma trajetória bem mineira, não?

Rubinho do Vale: A minha vida está representada em quatro estágios: a roça (onde eu nasci), Rubim, Ouro Preto e Belo Horizonte. Eu nasci na roça, depois fui estudar em Rubim. Aos 17 anos, fui para Belo Horizonte e, aos 21 anos, comecei a faculdade em Ouro Preto. Fiquei lá até os 26. Meu sonho era ser médico, mas como gostava muito de matemática, resolvi fazer Geologia. Nunca me passou pela cabeça virar músico. Passei dois anos estudando em Belo Horizonte – na época estava ocorrendo a Ditadura Militar e eu não tinha muito acesso às informações. O único meio de comunicação disponível era o Jornal Nacional. Só quando fui para a faculdade em Ouro Preto é que tive acesso às informações do mundo e da cultura através dos jornais e revistas da Universidade Federal. Os cinco anos que passei na Universidade fizeram minha cabeça se abrir para o mundo e para a cultura. Foi a partir desse momento que eu me descobri um artista voltado para a minha origem.

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Manifesto pela valorização da Cultura no país – Rio de Janeiro

Sobre o golpe > MinC – II

RETIRADO do sítio do Jornal O Globo

Cultura vai para secretaria ligada à Presidência sem status de ministério e titular será mulher

Adriana Rattes, ex-secretária de Cultura do estado do Rio, é uma das cotadas para o cargo

POR RENATA MARIZ E MARIA LIMA

Adriana Rattes, ex-secretária de Cultura do Rio, pode assumir secretaria ligada à Presidência sem status de ministério– Ivo Gonzalez / Agência O Globo

BRASÍLIA – Para atender ao lobby dos artistas e às críticas da ausência de mulheres no primeiro escalão do governo, o presidente interino Michel Temer decidiu criar uma Secretaria Nacional de Cultura ligada à Presidência da República e tem avaliado nomes femininos para ocupá-la. Adriana Rattes, ex-secretária de Cultura do Estado do Rio de Janeiro ligada ao PMDB fluminense, é uma das cotadas para o cargo.

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Sobre o golpe > MinC – I

RETIRADO do sítio do Jornal O Globo

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Entidades cobram restabelecimento do Ministério da Cultura

Um dos documentos é assinado pela Rede de Festivais de Teatro do Brasil

POR LUIZ FELIPE REIS

O novo ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho – Michel Filho / Agência O Globo

RIO — Na esteira das manifestações contrárias à extinção do Ministério da Cultura, entidades representantes de diferentes segmentos do setor cultural redigiram, nos últimos dias, documentos e manifestos que exigem a restituição do Ministério da Cultura. Núcleo que reúne alguns dos mais importantes festivais de teatro do país, a Rede de Festivais de Teatro do Brasil se manifestou, neste sábado, contra a extinção do Ministério da Cultura (MinC) através de uma carta aberta que foi encaminhada a órgãos de imprensa e a diferentes órgãos públicos nas esferas municipal, estadual e federal.

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Oito anos no ar!

POEMIA

Sobre Festa Junina

RETIRADO DO SITE Gazeta Online

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Anarriê, alavantú, balancê! Matutês de festa junina é, na verdade, francês

É dia de festa na roça. Fogueira posicionada, caipiras arrumados, barraquinhas com quitutes suculentos e bandeirinhas de todas as cores enfeitando o salão. Mas o ponto mais esperado de toda a festa é sempre a quadrilha, embalada por música típica e linguajar próprio. Anarriê, alavantú, balancê de damas e tantos outros termos agitados pelo puxador da quadrilha deixam a festa de São João ainda mais completa. Mas será que o ‘matutês’ é tão caipira assim?

Embora os festejos juninos sejam uma herança da colonização portuguesa no Brasil, grande parte das tradições da quadrilha tem origem francesa. E muita gente dança sem saber. “O povo brasileiro passou a conviver com essa realidade e a imitar de maneira irônica a dança que, até então, eles não tinham acesso. O resultado nós conhecemos e se se espalhou pelo Brasil em um tom satírico”, explica o presidente da Comissão Espíritossantense de Folclore, Eliomar Carlos Mazoco.

As coreografias, entre elas otúnel, representam uma festa de casamento na roça. As influências estrangeiras são muitas nas festas dos três santos do mês de junho (Santo Antônio no dia 13 e São Pedro no dia 29 completam o grupo). O “changê de damas” nada mais é do que a troca de damas na dança, do francês “changer”. O “alavantú”, quando os casais se aproximam e se cumprimentam, também é francês, e vem de “en avant tous”. Assim também acontece com o balancê, que também vem de bailar em francês.

Origens

“Hoje é uma dança super popular, mas que já foi dançada na corte francesa. É bem provável que houve mesmo a adição do espírito brasileiro e fez esse caipirês que é ótimo”, lembra a diretora da Aliança Francesa no Espírito Santo, Darcília Moysés.

Alguns outros termos não são tão usados, mas também estão presentes em algumas quadrilhas. Esse é o caso do “cumprimento vis-à-vis” (compliment vis-à vis) – um casal de frente para o outro – e o “otrefoá’ (autre fois), quando a ordem é repetir o passo feito pelos pares.

Para Darcília Moysés, tem muito mais Europa nas quadrilhas do que se imagina. “Eles são caipiras, mas não perdem as origens e cada vez mais se esmeram na dança e no linguajar da festa. Assim como os termos franceses usados, ninguém quer ser caipira feio na quadrilha”, afirma.

Jeitinho brasileiro

Olha a cobra! Parte brasileira da quadrilha. Damas gritam e pulam no colo dos cavalheiros. SoreMas, se a festa junina é um dos eventos mais tradicionais e esperados no calendário verde e amarelo, os brasileiros são os grandes responsáveis pelo tempero na comemoração de São João. “Olha a cobra”, “Caminho da roça”, “Caracol”. Esses sim fazem parte do imaginário matutês.

“A parte brasileira na quadrilha, diferente da dança francesa, é pura encenação teatral em volta de um casamento na roça. A mocinha filha de fazendeiro quer se casar, mas o noivo só casa na mira de uma espingarda. E a quadrilha é a festa para esse casamento”, explica Eliomar Mazoco.

Seja em francês, em português ou em matutês, o importante é a confraternização, como lembra o presidente da Comissão Espíritossantense de Folclore. “As pessoas passam cerca de um mês se preparando, procurando roupas, vendo quem vai fazer o quê de comida. Isso tudo é feito em conjunto. A festa em si, na verdade, passa voando”.

Glossário da quadrilha

Todo mundo já dançou quadrilha um dia. Mas muitos não sabem que vários termos usados vêm do francês:

Alavantú (en avant tous) – todos os casais vão para a frente
Anarriê (en arrière) – casais vão para trás
Changê (changer/changez) – trocar/troquem o par
Cumprimento vis-à-vis – cumprimento frente a frente
Otrefoá (autre fois) – repete o passo anterior

Mas a parte mais animada da quadrilha é brasileira e representa casais chegando a uma festa de casamento:

Caminho da festa – os pares seguem atrás dos noivos, iniciando a dança
O túnel – os noivos elevam os braços para cima e, de mãos dadas, fazem o túnel onde todos passam
Olha a chuva – os casais dão meia-volta para que ninguém acabe molhado
Olha a cobra – as damas gritam e pulam no colo dos cavalheiros
Caracol – de mãos dadas, todos fazem um percurso em espiral
A grande roda – todos dão as mãos formando um círculo
Coroa de rosas – os cavalheiros, de mãos dadas, erguem os braços sobre a cabeça das damas, como se as coroassem
Baile geral – os pares dançam no centro da roda.O grande baile está acabando
Despedida – todos se retiram do centro do salão, atrás dos noivos

Língua africana usada na Bahia vai virar livro e CD

RETIRADO DO SÍTIO Conexão Jornalismo

Da Redação

Mãe Menininha - 3 da direita para a esquerda
Mãe Menininha – 3 da direita para a esquerda

Um cuidado histórico singular praticado nos anos 40, quando, através de recursos tecnológicos da época, gravaram os diálogos e cânticos dos rituais do Candomblé na Bahia, nos anos 40, possibilitou um estudo maior do universo linguístico. O acervo vai ser transformado em livro e CDs para que sirvam de estudo para a posteridade. Saiba mais.
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