Rolando Boldrin

RETIRADO DO SÍTIO Carta Capital

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Rolando Boldrin, dos quintais ao palco

Aos 80 anos, Rolando Boldrin celebra em disco o Brasil caipira capaz de rir de si mesmo com poesia
por Ana Ferrazpublicado 14/09/2016 04h57
Pierre Yves Refalo

Boldrin

Tirar o Brasil da gaveta, missão regada a poesia

Rolando Boldrin tinha 10 anos quando viu pela primeira vez Alvarenga e Ranchinho. O menino de cabelo loiro branco, danado como todo moleque criado solto no interior, ficou paralisado. Com verve afiada, a dupla entremeava a cantoria com histórias ouvidas aqui e acolá, garimpadas em conversas despretensiosas, cujo arremate enseja graça irrefreável. A cidade era São Joaquim da Barra, o palco, o picadeiro de um circo.

Muitos anos depois, Boldrin realizou um dos sonhos de infância ao contracenar com Ranchinho, cujo parceiro havia “viajado fora do combinado”. Camisa xadrez, viola debaixo do braço, repetiram no programa Som Brasil, então transmitido pela Globo, um dos célebres causos dos compositores, cantadores e humoristas. 

“Combinamos o número nos bastidores. Numa dupla caipira sempre tem um que faz o papel de mais burrinho e o outro de esperto. O Ranchinho começava dizendo ‘Cumpade, sabe que arrumei uma namorada?’ ‘E ela gosta docê?’ ‘Ela me ama.’ ‘Como ocê sabe?’ ‘Porque ela me elogiou, me chamou de idiota.’ ‘Cumpade, idiota é um cara que você explica as coisas e ele não entende. Entendeu?’ ‘Não.’ ‘Então ela te elogiou.” 

A homenagem foi um sucesso. “Jurei que ia fazê-lo voltar à ativa. Eu trabalho para isso, mostrar valores artísticos, poéticos e culturais brasileiros. O importante no programa não sou eu, é mostrar o Brasil. Consegui ainda reunir Venâncio e Corumba, sem gravar havia 12 anos.”

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Na TV Tupi, em 1973, no elenco de Mulheres de Areia, com Guarnieri, Antonio Fagundes, Liza Vieira, Ana Rosa, Eva Wilma e Maria Izabel de Lizandra (Foto: Pierre Yves Refalo)

Próximo de completar 80 anos, Boldrin ainda é um artista movido a emoção, essa centelha inexplicável cuja ausência levou-o a deixar a Globo no auge do Som Brasil, na década de 1980. “Foram três anos na emissora, sofria muita pressão, boicote na divulgação, era um ambiente pesado, me fazia mal. A Som Livre queria colocar artistas da gravadora no programa. O João Araújo ameaçou falar com o Boni para tirar o Som Brasil do ar.”

Entre um gole no café preto servido em bule de ágate e um causo bem contado, Boldrin faz um passeio à infância e recorda com vivacidade a dupla Boy e Formiga. Figurino provido pela Casa Salomon, o primeiro patrocinador na carreira a se prenunciar, ele era Boy, homenagem do pai Amadeo ao ator William Boyd, o implacável caubói Hopalong Cassidy, cujos cabelos platinados pareciam os do filho. O irmão, magrinho, era Formiga. Nas quermesses, o patriarca de 12 filhos colocava os artistas mirins em cima de uma mesa para cantar. E quando foi inaugurada a primeira emissora de rádio na cidade, a dupla foi convidada a integrar o elenco. Salário de 50 mil reis e fã-clube entusiasmado. 

Quando Formiga tinha 16 anos e Boy 13, o mais velho desistiu da carreira. Seu Amadeo, o mecânico de temperamento enérgico a sonhar com uma réplica caseira dos grandes Tonico e Tinoco, entristeceu. Boldrin, sapateiro de ofício, continuou a se imaginar artista. Não perdia um espetáculo do circo-teatro, sentava-se na primeira fila para observar o trabalho dos atores. “Me imaginava no lugar deles. E assistia peças como O Mundo Não me Quis,Miguel Strogof, o Correio do Kazar, O Ébrio.”

São Joaquim da Barra encolheu diante das ambições de Boy, que numa aventura juvenil decidiu ir para São Paulo com dois amigos. Para o pai, 16 anos era mais do que hora de deixar o ninho. “Vá, caboclinho, e muito juízo por lá”, recomendou. Na mala de papelão viajava uma solitária gravata, e nada mais.

Na capital, enquanto a grande chance não aparecia, se virava como sapateiro, frentista, auxiliar de armazém. “Fiz testes para radioator em todas as emissoras. Até que, em 1958, fui aprovado na Tupi. Figurante sem fala recebia metade do cachê.” A estreia foi em O Processo de Joana D’Arc, na qual “interpretou” um capuchinho que passava na frente da igreja. “Daí comecei a falar, ‘trouxe uma carta para o senhor’, coisas pequenas. Atuar foi um processo natural, sou autodidata.” Entre os colegas de figuração estavam Plínio Marcos, Fulvio Stefanini e Walter Negrão. 

No total, atuou em 35 novelas, muitas ao lado de Irene Ravache. A frequência foi tamanha que quando Hebe Camargo perguntou a ela qual havia sido seu par romântico mais constante, a atriz disse: “Fui tantas vezes mulher do Rolando Boldrin que penso em pedir pensão”. Fora os sofríveis dramalhões mexicanos e cubanos como O Direito de Nascer eAlma Cigana, obrigado a fazer por contrato, passeou por muito mais enredos e papéis que o ingênuo Boy ousaria imaginar.

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Em 1948, dupla com o irmão. No Sr. Brasil, com Tom Zé (Foto: Pierre Yves Refalo)

A música, a literatura, a poesia, as histórias singelas dos quintais do Brasil nunca deixaram de ocupar um latifúndio no coração e nos planos profissionais de Boldrin. Atuou na tevê, no teatro contestatório de Zé Celso e Augusto Boal, no cinema, mas não deixou de cultivar o hábito iniciado aos 11 anos de descobrir e decorar poemas e textos. Seu programa, hoje na TV Cultura sob o nome Sr. Brasil, sempre começa com uma poesia. No cenário, no qual Patricia Maia expõe a beleza e a multiplicidade do artesanato brasileiro, os convidados são recebidos com o calor humano de uma casa de interior. 

A proposta é fazer um mapeamento musical e cultural do País, tirar o Brasil da gaveta. “Trago muita gente, descubro muita gente. Almir Sater cantou pela primeira vez no meu programa.” Os convidados são tantos que não caberiam numa lista. Tom Zé, com quem participou nos anos 60 da Feira Paulista de Opinião, definiu o anfitrião como “a identidade número 1 do povo brasileiro no momento diversão”.

A matéria-prima de Boldrin é o caipira criativo e gozador, a rir da própria desgraça e da alheia. Um caipira capaz de produzir modas impermeáveis ao tempo, como Romance de uma Caveira (Alvarenga e Ranchinho), que com galhardia narra o infortúnio do esqueleto trocado por um “defunto fresco”. Talento e qualidade que em nada lembram a música sertaneja. “A caipira é a tradicional cantada em dueto, quanto mais simples o arranjo, mais puro é. Ela trata um assunto passional de forma completamente diferente da sertaneja de alto consumo, cujas melodias românticas de gosto popularesco têm arranjos influenciados por gêneros estrangeiros.”

A deturpação inicia-se no fim dos anos 1960, situa Boldrin. “Começou com Léo Canhoto e Robertinho, que passam a se apresentar com roupas de faroeste, óculos escuros, cheios de anéis. A dupla Milionário e Zé Rico, também. O maior sucesso destes, Estrada da Vida, é um corrido mexicano. Como as grandes emissoras vivem atrás de modismos, a coisa pega e vende muito.” 

Com brilho no olhar, conta como surgiu a vontade de registrar momentos especiais de sua jornada musical em Lambendo a Colher (Selo Sesc), CD que lança depois de jejum de dez anos. Após almoço em família, saboreava um doce de leite quando bateu forte a lembrança da mãe, Alzira, que fazia e enviava o quitute aos filhos distantes. “Ali decidi fazer o disco da minha vida.” 

Lambendo a Colher. Rolando Boldrin. Selo Sesc, R$ 20,00

Entre as dez faixas, o samba autoral Maria Isabel, censurado nos anos 60 e nunca gravado. A singela historieta da moça cuja beleza encanta os soldados de um quartel, possivelmente até o general, não soou bem aos ouvidos da repressão. Outra delícia inédita é O Tal da Barata, de Noel Rosa. Nos anos 1970, Boldrin almoçava com o ator Geraldo Gamboa num restaurante da Avenida São João, quando este lhe revelou a música composta pelo poeta para um ator cantar vestido de mulher. 

Os causos, impressos de tal forma na identidade do brasileiro que Boldrin vaticina jamais deixará de existir quem se encarregue de contá-los, continuam a lhe aguçar o paladar e a entremear a conversa. Na despedida, desencava um contado pelo amigo Juca de Oliveira. Em turnê com Ricardo III, o ator recebe no camarim uma jovem a exibir ares de cultivada: “Vou lhe dizer uma coisa, assisti a esta peça em Londres com sir Laurence Olivier e o senhor é muito melhor”. Juca agradece, envaidecido. Antes de se despedir, a moça arremata: “Agora me conte uma coisa, por que o senhor deixou o Som Brasil?” 

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Missão Mário de Andrade

REPRODUZIDO E RETIRADO DO Sítio de O Globo – VISITEM – NÃO SOMOS os autores.

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Missão Mário de Andrade: uma viagem pela cultura popular inspirada nas pesquisas do escritor
Roteiro por Pernambuco e Paraíba busca danças, cantos e rituais registrados em 1938 por equipe enviada pelo autor

POR GUILHERME FREITAS (TEXTO) / CUSTODIO COIMBRA (FOTOS)
20/06/2015 6:00 / ATUALIZADO 22/06/2015 12:15

Em 1938, o escritor Mário de Andrade, homenageado da Flip 2015, enviou uma equipe ao Nordeste e ao Norte para registrar cantos, danças e rituais que considerava ameaçados de extinção. Quase 80 anos depois, uma viagem por cidades de Pernambuco (Recife, Arcoverde e Tacaratu) e Paraíba (João Pessoa e Pombal) na rota daquela pesquisa mostra a resistência e a transformação das culturas populares no Brasil. Elas ainda convivem com ameaças identificadas por Mário em seu tempo, como o preconceito, as intervenções do poder público e a perseguição contra religiões de origem indígena e africana. Mas sobrevivem e se reinventam graças ao trabalho de artistas, ativistas e pesquisadores.

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Texto sobre Sertanejo Raiz

RETIRADO DO SÍTIO Sertanejo Oficial – VISITEM

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Sertanejo Raiz – A importância do “Tropeirismo” para a economia e cultura brasileira

Amigos do site Sertanejo Oficial e amantes da música sertaneja hoje vamos conhecer um pouco do tropeirismo e algumas curiosidades deste negócio que ajudou no desenvolvimento de grande parte do nosso interior brasileiro. Sua herança no país desenvolveu a economia e criou dezenas de cidades.

A palavra “tropeiro” deriva de tropa, numa referência ao conjunto de homens que transportavam gado e mercadorias no Brasil colônia. O termo tem sido usado para designar principalmente o transporte de gado da região do Rio Grande do Sul até os mercados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O tropeirismo foi um ciclo de grande importância para a economia e a fixação do homem no interior do Brasil, tanto quanto os ciclos do café, da cana-de-açúcar, do ouro, da borracha entre outros.

Os Jesuítas ajudaram a provocar as primeiras atividades tropeiras no Sul da América. Os padres incentivaram os primeiros transportes em lombos de mulas entre os vários povoados missionários. E foram também os missionários os descobridores dos passos de travessia dos rios principal obstáculo dessa atividade.

O crescimento das missões acabou influenciando na pecuária, de forma extensiva, geralmente com o gado solto, com o objetivo de alimentar os índios. Dessa maneira a região sul passou a oferecer dois atrativos para os forasteiros: o índio, que seria escravizado, e o gado, além das mulas e cavalos.

Ainda nos anos do século XVIII, os tropeiros eram parte da vida da zona rural e cidades pequenas no sul do Brasil. Vestidos como gaúchos com chapéus, ponchos, e botas, os tropeiros dirigiram rebanhos de gado e levaram bens por esta região até São Paulo, comercializados na feira de Sorocaba. De São Paulo, os animais e mercadorias foram para os estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.

O tropeiro iniciava na profissão por volta dos 10 anos, acompanhando o pai, que era o negociante (compra e venda de animais) e o condutor da tropa. Usava chapelão de feltro cinza ou marrom, de abas viradas, camisa de cor similar ao chapéu de pano forte, manta ou beata com uma abertura no centro, jogada sobre o ombro, botas de couro flexível que chegavam até o meio da coxa para proteger-se nos terrenos alagados e matas. O tropeiro montava um cavalo que possuía sacola para guardar a capa, a sela apetrechada, suspendia-se em pesados estribos e enfeitava a crina com fitas. Chamavam “madrinha” a égua ou mula já envelhecida e bastante conhecida dos outros animais, que era a cabeça da tropa e abria o percurso, com a fila de cargueiros à sua retaguarda; “malotagem” eram os apetrechos e arreios necessários de cada animal e acondicionamento da carga; e “broaca” os baús de couro que eram colocados sobre a cangalha e serviam para guardar a mercadoria.

Em torno dessa atividade primitiva nasceram várias profissões e indústrias organizadas, como a de “rancheiro”, proprietários de “rancho” ou alojamento em que pousavam as tropas. Geralmente a hospedagem não era retribuída, cobrando o seu proprietário apenas o milho e o pasto consumidos pelos animais, porque as tropas conduziam cozinhas próprias.

A profissão de ferrador também foi criada pelas necessidades desse fenômeno econômico-social, consistindo ela em pregar as ferraduras nos animais das tropas e acumulando geralmente a profissão de veterinário. A incumbência de domar os animais ainda chucros era também uma decorrência do regime de transportes e chamavam-se “paulistas”, porque conduziam ao destino os animais adquiridos em Sorocaba. No norte de Minas, “paulista”, “peão” e “amontador” eram sinônimos, mas tinham significação específica. Assim, “paulista” era o indivíduo que amansava as bestas à maneira dos peões de São Paulo. Peão era todo amansador de eqüinos e muares à moda do sertão, e amontador era apenas o que montava animais bravios para efeito de quebrar-lhes o ardor. Depois é que vinha o “acertador”, homem hábil e paciente, que ensinava as andaduras ao animal e educava-lhe a boca ao contato do freio. Essa era a mais nobre de todas.

Muitas letras de música sertanejas de raiz, histórias e lendas relacionadas ao transporte de gado e mulas fazem sucesso até hoje. Nos rodeios os tropeiros são fundamentais para a realização e qualidade das festas do peão. Semana que vem tem mais curiosidades e histórias da nossa cultura brasileira, grande abraço a todos.

Por: Luiz Henrique Pelícia (Caipirão) para o site Sertanejo Oficial
www.clubedocaipirao.com.br

Sobre o Museu de Cultura Sertaneja

Publicado em 21 de Julho de 2013

Museu de Cultura Sertaneja comemora um ano e lança exposição destacando as mulheres do sertão

Museu está aberto para visitação das 7h às 12h, e das 19h às 22hInaugurado há pouco mais de um ano, o Museu de Cultura Sertaneja, instalado no Campus Avançado Professora Maria Elisa de Albuquerque Maia, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Cameam/Uern) em Pau dos Ferros, lançou na última quinta-feira, 18, sua segunda exposição. Intitulada “Mulheres Sertanejas”, a iniciativa objetiva destacar o papel das mulheres na cultura do sertão, através de objetos, livretos de cordel, equipamentos que resgatam a memória de um povo.

“Essa é a segunda exposição temática do Museu. A primeira destacou o homem sertanejo, e permaneceu aberta durante um ano. A expectativa é que esse novo trabalho também permaneça aberto à visitação durante um bom período, que pode ser um semestre, ou até mesmo dois, dependendo do acervo”, relata a professora Rosângela Bernardino, coordenadora do Museu de Cultura Sertaneja.

A docente explica que além da exposição, o Museu possui uma dinâmica de atividades desenvolvidas a partir de projetos de extensão executados em parceria com o Campus da Uern. “Existem projetos vinculados, como um que coordeno, em que são programadas, por exemplo, agendas de visitas das escolas do município, propostas oficinas, minicursos, organização de eventos, tudo isso em conjunto com os alunos da Universidade, que se mostram cada vez mais interessados em participar dessas iniciativas”, destaca.

Hoje o Museu conta em seu acervo com aproximadamente 200 peças, objetos típicos da cultura sertaneja, além de livretos de cordel, que foram doados pela própria população do Alto Oeste potiguar. “A aquisição de materiais para enriquecer ainda mais o nosso acervo continua. Tanto alunos quanto pais de alunos têm feito doações, e estamos abertos para quem quiser colaborar com essa importante ferramenta de preservação da memória local, que até aqui tem conseguido cumprir o seu papel”, afirma Rosângela Bernardino.

Desde que foi inaugurado, o Museu de Cultura Sertaneja recebeu aproximadamente 800 visitantes, um número considerado satisfatório pelos seus coordenadores. “Levando em consideração que o Museu é recente, só possui um ano, o número de visitas é bom, e elas ocorrem de forma frequente. Só temos motivos para comemorar”, diz a professora Rosângela Bernardino.
Quem quiser conhecer o acervo do Museu, idealizado pelo professor Ivanaldo dos Santos Filho e que conta com o apoio do Banco do Nordeste, pode se dirigir até o Cameam/Uern, localizado na BR-405, Km 153, bairro Arizona. As visitas podem ser feitas das 7h às 12h, e das 19h às 22h. “Toda a comunidade está convidada a nos visitar, serão todos bem-vindos, e com certeza ficarão encantados ao conhecer um pouco melhor essa cultura tão expressiva que é a cultura sertaneja”, conclui a coordenadora.

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