Poema Encouramento

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Encouramento
Virgilio Maia

Enfeitei meu chapéu com diamantes,
pingos d’água catados na ribeira,
que uma chuva miúda e benfazeja
borrifou no meu chão, por uns instantes.

Figurei-me um herói, desses errantes,
um Quixote de luz, no pensamento:
barbicacho no queixo, barba ao vento,
coração espremido ao guarda-peito
e as fornidas perneiras tinham jeito
das de rija armadura de outros tempos.

As cantigas candentes do passado
declamei da maneira que queria;
rastejei noite e dia sobra a pista
e os nitridos fogosos de um cavalo.

Tudo ali parecia envolto no halo
do indiviso silêncio onde se lia
o romance da lua que subia
sertaneja aclamando minha veste,
cobiçando, tão bela, tão celeste,
meu gibão de beleza e fidalguia.

Violeiro Paulo Freire lança CD…

Violeiro Paulo Freire lança CD ‘Nuá – As Músicas dos Mitos Brasileiros’ na Sala Baden Powell

Poster promocional

Poster promocional

Neste novo CD, o violeiro Paulo Freire mostra – em doze temas instrumentais – seus encontros com os seres que povoam nossas matas e o imaginário brasileiro. As músicas foram criadas com base na região onde ocorreram esses encontros. Assim, surgiu a ciranda dos tangarás, o coco da serpente emplumada, o caboclinho do curupira, a milonga do teiú do Jarau, o lundu do capeta, a guarânia do lobisomem, a toada das veredas e a música indígena da cabeça voadora.

Os arranjadores reviveram o acontecido e deram sua versão para os fatos. Foram convocados grandes músicos para contar o causo, cada um com seu precioso palpite, todos provocados pelos mitos.

NUÁ – as músicas dos mitos brasileiros tem arranjos de Léa Freire, Nailor Proveta, Bocato, Paulo Braga, Nenê, Ronaldo Saggiorato, Toninho Ferragutti, Valéria Bittar e Luiz Fiaminghi (grupo Ânima), Tuco Freire, Paulo Freire; e apresenta também a música experimental feita com esculturas sonoras e instrumentos inusitados do grupo Sonax.

Paulo Freire, com as violas caipira e de cocho, teve ainda a companhia dos músicos: Toninho Carrasqueira, Walmir Gil, André Mehmari, Teco Cardoso, Adriano Busko, Mané Silveira, Adriana Holz, Guello, Tibô Delor, François de Lima, Alexandre Ribeiro, entre outros.

Para complementar, o álbum traz um encarte-livreto, em que o violeiro conta os doze causos envolvendo os mitos brasileiros, com comentário da antropóloga Betty Mindlin e ilustrações de Kiko Farkas, também responsável pelo projeto gráfico.

O CD foi produzido por Paulo Freire e Tuco Freire. Gravado, mixado e masterizado por Homero Lotito.

Nuá – as músicas dos mitos brasileiros é patrocinado pela Petrobras.

Músicos:
Paulo Freire: viola caipira, viola de cocho e causos
Alexandre Ribeiro: clarinete
Tuco Freire: baixo
Adriano Busko: bateria e percussão
Iluminação: Roberto Mello
Sonorização: Renato Coppoli
Painel – Kiko Farkas

Serviço:
Sala Baden Powell
Av. Nossa Senhora de Copacabana, nº 360 – Rio de Janeiro
Dias 10 e 11 de julho (Sexta-feira e sábado)

Horário: 20h
R$ 10.00 (inteira) e R$5.00 (meia entrada)
Classificação Livre

Curso Livre de Folclore e Cultura Popular

Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Setor de Difusão Cultural

Imagem e cultura popular”, tema do Curso Livre de Folclore 2009

Estudos e discussões sobre imagem vêm ganhando cada vez mais terreno na produção literária da antropologia e das ciências humanas de modo geral. Tais debates abordam amplo leque, passando pela produção de imagens, direitos autorais e o campo imagético como forma de conhecimento. Com esse tema, o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular vai realizar, de 20 a 31 de julho, o Curso Livre de Folclore e Cultura Popular em que especialistas de diversas vertentes farão um recorte nesse universo, tomando como foco as relações entre “imagem e cultura popular”.

Dirigido a uma ampla clientela constituída por professores, estudantes, pesquisadores, produtores culturais e outros, o curso tem por objetivo tratar de questões relacionadas ao amplo universo do folclore e da cultura popular no Brasil, de modo compacto e ágil, e desde sua primeira edição, em 2001, diferentes temas foram abordados a partir de perspectivas variadas.

Curso Livre de Folclore e Cultura Popular 2009

Coordenação:
Daniel Reis
Ricardo Gomes Lima

Inscrições

De 0110 de julho de 2009

Taxa: R$ 100,00

Vagas: 50

20 a 31 de julho de 2009 – atividades

31 de agosto de 2009 – entrega de trabalhos finais (opcional)

pesq.folclore@iphan.gov.br

Tel: (21) 2285.0441 / 2285.0891,ramais 214 e 215

Fax: (21) 2285.0441 / 2285.0891, ramal 214

Carga horária

80 horas: 50 horas-aula, 30 horas de atividades extras

Local: Auditório do Museu de Folclore Edison Carneiro
Rua do Catete, 179 (estação Catete do metrô) – Rio de Janeiro, RJ

Realização: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular / IPHAN / Ministério da Cultura

Parceria: Núcleo de Cultura Popular do Instituto de Artes/UERJ

Apoio: Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro

Antônio Madureira – Artigo sobre

RETIREI O TEXTO ABAIXO DE http://www1.an.com.br/1999/mar/09/0opi.htm

Por Ariano Suassuna

O Quarteto Romançal, que se apresentou no Sesc, em São Paulo, na sexta-feira, não é uma repetição do Quinteto Armorial: representa, na verdade, um aprofundamento, uma ampliação, um rigor ainda maior em relação às propostas do grupo que o antecedeu.

O Quinteto Armorial foi organizado (também sob a direção de Antônio Madureira) com base na estrutura do “terno” de Mestre Ovídio, composto por dois pífanos e duas rabecas. Por isso, posteriormente, além da flauta, do violino e do violão, ganharam lugar, no Quinteto, a rabeca, a viola brasileira e o marimbau. Mas, em texto de 1977, eu já advertia: tudo aquilo tinha apenas um caráter didático inicial. Era, como eu afirmava, “um modo, digamos assim, de reeducar os nossos músicos”, encaminhando-os a um som brasileiro e novo, “a um despojamento, a uma pureza, a uma estrutura musical que os afastasse dos padrões convencionais europeus”.

O Quarteto Romançal configura, assim, um passo importantíssimo naquela direção esboçada 20 anos atrás. Cumprida a fase didática inicial, o novo grupo pôde partir agora para instrumentos tradicionais como o violino, o violão, a flauta e o violoncelo, os quais, de modo acessível até a intérpretes não-brasileiros, são perfeitamente aptos a executar a música que naquele ano eu sonhava “cortante, despojada, forte, embriagadora e reluzente como as visagens e ilumiaras de pedra que, ao chegar aqui, os portugueses encontraram, espalhadas por quase todo o território do novo país, pintadas ou insculpidas em pedra pelos antepassados dos nossos índios”.

Sempre afirmei que o objetivo procurado pelos integrantes do Movimento Armorial era a criação de uma arte brasileira erudita baseada nas raízes populares da nossa cultura. esse o caminho que o Quarteto Romançal continua e aprofunda, no campo da música. Um caminho que se torna possível na medida em que, como compositor, o próprio Antônio Madureira reaparece agora com pleno domínio dos seus meios de expressão.

No Brasil, como acontece em todos os países que ainda têm um povo, os caminhos que existem para que um artista exercite seu poder criador são de uma riqueza e multiplicidade verdadeiramente impressionantes. O Quinteto da Paraíba, integrado por três brasileiros e dois chilenos, já mostrou, num disco gravado na Inglaterra, que um grupo tradicional de câmara pode tocar perfeitamente a música armorial. É por isso que o Quarteto Romançal significa um outro passo adiante; com a vantagem de ter à sua frente um compositor como Antônio Madureira e de contar com intérpretes do quilate de Aglaia Costa, Sérgio Campelo e João Carlos Araújo.

A onda de divulgação e de mau gosto que atualmente ameaça o Brasil é tão poderosa quanto no resto do mundo. Se ela não conseguir sufocar e esmagar a criação, ora marginalizada, dos verdadeiros artistas, o Quarteto Romançal e a obra de Antônio Madureira entrarão para o concerto universal da música de todos os países — fraternalmente una em sua rica variedade — com a nota mais marcadamente brasileira e pessoal que possuímos atualmente. Então, um russo, um francês e um romeno poderão ouvi-la com a mesma encantação, com a mesma alegria com que nós, brasileiros, ouvimos Stravinsky, Erik Satie ou Bela Bartok. Porque, na minha opinião, a música de Antônio Madureira tem, para o Brasil, a mesma importância que a gravura de Gilvan Samico, o romance de Guimarães Rosa e a poesia de João Cabral de Melo Neto.

Ariano Suassuna, escritor/PE

CONCEITO DE FOLCLORE

RETIRADO do excelente saite: http://www.unicamp.br/folclore/Material/extra_conceito.pdf

Vejam também http://www.unicamp.br/folclore

CONCEITO DE FOLCLORE

Roberto Benjamin
Presidente da Comissão Pernambucana de Folclore

Quando pesquisadores que estudavam tradições populares aceitaram – no século passado – a palavra folk-lore para denominar a sua área de estudos pensavam que a palavra – criada artificialmente por William John Thom em 1846 – sintetizava o seu conceito e, portanto, estaria isenta de controvérsias.

A palavra folclore, grafada inicialmente folk-lore fora formada a partir das velhas raízes saxônicas em que folk significa povo e lore saber. Assim, segundo o seu criador, a nova palavra significaria sabedoria do povo.

Logo, começaram as discussões. Questionou-se o sentido de saber, os seus limites. Para alguns, a cultura material estava excluída – artesanato, técnicas populares como a culinária, a arquitetura, a confecção de instrumentos musicais estariam fora do conceito e do campo de estudo. Para outros, a cultura material somente estaria integrada ao folclore quando estivesse ligada à cultura não-material – estudos da música folclórica incluiriam os instrumentos musicais; o estudo das festas tradicionais incluiria a sua culinária etc.

O outro foco de discussão é povo e popular, que têm muitas acepções. Originalmente, o sentido de povo, no conceito de folclore, indicava os integrantes das camadas sociais mais baixas das sociedades camponesas tradicionais. Não existiria um folclore urbano, já agora aceito. A cultura dos povos primitivos – entre eles os nossos índios – estava também fora desses estudos.

Por fim, os limites e sentidos semânticos da palavra povo e a inserção da idéia de sociedade de classes, implícita no conceito de folclore, atrairia para a discussão intelectuais marxistas, com análises, posições, idéias e teorias próprias, em geral divergentes do que se havia estabelecido, aumentando a controvérsia.

No Brasil, durante muitos anos, prevaleceu o que ficou estabelecido na Carta do Folclore Brasileiro, adotada no I Congresso Brasileiro de Folclore, realizado em 1951. Para Renato Almeida, a Carta foi uma audaciosa tentativa de sistematização e enfocou corajosamente a problemática da conceituação do folclore. Ele destaca, porém, que a Carta, ainda assim, estava cheia de omissões, imprecisões e ambiguidades. Tais imprecisões e ambigüidades permitiram a sua reinterpretação ao longo desses anos com a expansão dos limites conceituais, sem reabertura dos debates teóricos.

A Carta do Folclore Brasileiro estabelecia o seguinte: “…reconhece o estudo do Folclore como integrante das ciências antropológicas e culturais, condena o preconceito de só considerar como folclórico o fato espiritual e aconselha o estudo da vida popular em toda sua plenitude, quer no aspecto material, quer no aspecto espiritual”.

“Constituem o fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular e pela imitação e que não sejam diretamente influenciadas pelos círculos eruditos e instituições que se dedicam ou à renovação e conservação do patrimônio científico e artístico humanos ou à fixação de uma orientação religiosa e filosófica.

“São também reconhecidas como idôneas as observações levadas a efeito sobre a realidade folclórica, sem o fundamento tradicional, bastando que sejam respeitadas as características de fato de aceitação coletiva, anônima ou não, e essencialmente popular”.

A releitura da Carta, realizada em 1995, durante o VIII Congresso Brasileiro de Folclore, para a sua atualização, considerando a incorporação das contribuições de estudos das ciências humanas e de letras, bem como a adoção de novas tecnologias, especialmente na comunicação, e das transformações da sociedade brasileira, decidiu re-conceituar, considerando que: “Folclore é o conjunto das criações culturais de uma comunidade, baseado nas suas tradições expressas individual ou coletivamente, representativo de sua identidade social. Constituem-se fatores de identificação da manifestação folclórica: aceitação coletiva, tradicionalidade, dinamicidade, funcionalidade.

Diante da nova conceituação, várias características que haviam sido atribuídas ao folclore desaparecem, ou são relativizadas:

a) o anonimato – isto é, o fato folclórico não teria autor conhecido. Esta característica colocada em termos absolutos tem sido progressivamente relativizada. Deixava de fora o artesanato e a poesia dos repentistas, cujos autores são identificados no ato da sua criação.

b) aceitação coletiva – isto é, que seja do gosto, do agrado coletivo, de prática generalizada. Esta característica tem sido usada na reinterpretação do anonimato. Para alguns folcloristas, a criação de um autor conhecido passa a ser folclórica quanto há aceitação coletiva, quando passa a ser considerada patrimônio comum do grupo e ocorrem adições, variações e reinterpretações. É também a aceitação coletiva que torna possível considerar folclóricos os fatos originários da cultura de elite que tenham sido
aceitos e reinterpretados pelo povo.

c) transmissão oral – o aprendizado no folclore ocorreria, exclusivamente, por esta forma de transmissão. Tomada em termos absolutos, esta característica também exclui o artesanato e as técnicas populares. Exclui ainda a literatura de cordel e outras manifestações escritas. Renato Almeida considera que a transmissão oral deve ter um sentido simbólico, por ela somente poder-se realizar no que diz respeito à palavra, deixando de lado outros aspectos da cultura, onde o aprendizado se dá de outras formas. Estudos, no âmbito da literatura popular, vêm redimensionando o conceito de oralidade, a partir da constatação da existência de matrizes escritas na produção oral, isto é, o que se presumia que houvesse sido transmitido oralmente, teve uma fase de transmissão através da escrita. Por outro lado, tem sido documentado, também, a escrituração da produção oral e até mesmo o aproveitamento deste material escrito em novas produções orais.

d) antiguidade – ser antigo foi condição do fato folclórico, para folcloristas mais tradicionalistas. A sua significação era entendida ao pé da letra: velho, vetusto, entrado em anos. Como lembra Paulo Carvalho Neto, antiguidade chegou a ser sinônimo de ciência folclórica, negando-se o reconhecimento de novos fatos folclóricos – “folclore nascente”, no dizer daquele estudioso. Aceitar a condição da antiguidade é negar às pessoas do povo a capacidade criativa. Certamente, ninguém duvidará que um escritor erudito crie um conto ou um poema novo. Ao criador popular, se deveria negar tal possibilidade?

e) tradicionalidade e dinamicidade – é talvez a característica básica dos fatos folclóricos, é a linha divisória que se coloca entre o popular urbano, como as canções populares que tocam no rádio, e o folclórico. O entendimento do tradicional é também sujeito a discussões. Quando se coloca o que é tradicional em oposição ao que é novo, chega-se à negação da dinamicidade. A dinâmica cultural, a evolução constante a que todos os fatos culturais estão sujeitos não permite a admissão do entendimento do folclore meramente como uma sobrevivência do passado. Há fatos novos no folclore, pela criação contemporânea do povo e folclorização de fatos ou manifestações eruditos que estão merecendo a aceitação coletiva. Por outro lado, há fatos tradicionais que não são folclóricos – como certas tradições cívicas, religiosas, etc. A tradicionalidade é entendida hoje como uma continuidade, onde os fatos novos se inserem sem uma
ruptura com o passado, mas que se constroem sobre esse passado – são, por exemplo, materiais novos com que se refazem peças de vestuário cuja matéria prima tornou-se escassa ou inacessível; são gírias que se agregam a velhos contos; são lendas reinterpretadas; é o automóvel e o avião substituindo o cavalo e a carruagem em narrativas tradicionais; é a fotografia substituindo a escultura do ex-voto etc.

e) espontaneidade – os fatos e manifestações folclóricos nascem da comunidade, não são
institucionalizados, não surgem de decretos e portarias; não se aprende nas escolas através de um exercício sistemático, mas com a convivência, de forma quase inconsciente e progressiva.

f) funcionalidade – os fatos folclóricos integram sistemas culturais, exercendo funções e, portanto, não se constituindo em traços isolados. O fato folclórico deve ser entendido na configuração do social, do econômico, do político etc.

g) regionalidade – a manifestação folclórica é localizada, é própria de uma comunidade, de uma localidade, de uma vila, de um povoado. Às vezes, o mesmo tipo de manifestação pode ser encontrado em localidades diferentes e distanciadas, mas a documentação e análise do fato vai mostrar que se trata de uma variante, isto é, manifestações que tiveram origens comuns, mas que foram sendo recriadas e/ou reinterpretadas em cada lugar e se diferenciaram. O folclore é universal e tradicional em seus temas e motivos, que devem ser considerados invariantes. É regional e atualizado na ocorrência das variantes, que são o resultado da criatividade do portador do folclore e de sua comunidade, como tem sido demonstrado nos estudos comparativos do romanceiro e do conto popular por Bráulio do Nascimento.

LEITURAS RECOMENDADAS

ALMEIDA, Renato. 1957. A inteligência do Folclore. Rio de Janeiro: Livros de Portugal.

BARRETO, Luiz Antônio. 1994. Um novo entendimento do Folclore e outras abordagens. Aracaju: Sociedade Editorial de Sergipe.
BENJAMIN, Roberto. 1989. Folguedos e danças de Pernambuco. Recife: Fundação de Cultura Cidade do Recife.

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. 1982. O que é o folclore. São Paulo: Brasiliense (Coleção Primeiros Passos).

CARNEIRO, Edison. 1950. Dinâmica do Folclore. Rio de Janeiro: s. ed.,

CARVALHO-NETO, Paulo de. 1977. Diccionario de Teoria Folklórica. Guatemala: Universidad San Carlos.

COMISSÃO NACIONAL DE FOLCLORE. 1995. Carta do Folclore Brasileiro. Salvador: CNF.

NASCIMENTO, Bráulio do. Literatura oral: limites da variação. Anais do IX Encontro da ANPOLL (vol. Letras). Caxambu-MG: ANPOLL.