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Dinheiro do peixe morto ou o dinâmico folclore

RETIRADO DO BLOGUE do sr. Luis Nassif
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Autor:

As manifestações folclóricas são muitas vezes tratadas como uma tradição estática, reproduzidas em datas específicas e que quase nunca sofrem alterações. Mas isso é só pra quem observa de longe. De perto, o folclore é dinâmico, mutante e capaz de se adaptar as transformações.

É o que acontece, por exemplo, com o fandango paranaense. Estudiosos afirmam sempre que o fandango preserva oa refrões fixos em cada uma das suas chamadas marcas, que podem ser  bailadas(dançadas) e batidas (sapateadas, usando tamancos de madeira)  e algumas valsadas.

Há registro de muitas marcas de Fandango, próprias para cada região em que é dançado.  Anu, Xarazinho, Xará-grande, Queromana, Tonta, Chamarrita, Andorinha, Cana-Verde, Caranguejo, Vilão-de-Fita, Lageana, Sabiá, Tatu, Porca e muitas  outras variando conforme a região.

Na região de Guaraqueçaba, no Paraná, o fandango é dançado sempre depois de um mutirão de trabalho, quando o dono da casa serve bebida e comida aos convidados que trabalharam o dia todo ou na colheita ou na capina ou ainda na construção de uma casa. Esta é uma tradição fixa, a do mutirão nas comunidades, seguido de comilança e baile. Mas a música e a sua letra, muitas vezes são atuais e geralmente mostram uma crítica social, como é o caso deste vídeo “Dinheiro do peixe morto”, feito pela Casa Mandicuera, um Ponto de Cultura de Paranaguá.

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Sebastianos: os narradores da Ilha de Lençóis

RETIRADO DO Youtube de Claudicelio

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O vídeo “Sebastianos: os narradores da Ilha de Lençóis” é um documentário feito para integrar minha tese de doutorado em Letras (Poética/UFRJ), defendida em 2010, cujo título é “Ilhas da Encantaria: o rei Sebastião na poesia oral nutrindo imaginários”. A trilha sonora foi gentimente cedida pelo compositor André Luiz Oliveira e faz parte dos CDs Mensagem 1 e 2 (livro homônimo de Fernando Pessoa musicado por André). Através de depoimentos e apresentações das manifestações populares, a comunidade de uma ilha maranhense mostra a crença no encantamento de Dom Sebastião, monarca português que, tendo desaparecido na batalha de Alcácer-Quibir, teria navegado até essa ilha e lá fundado um reino submerso no areal, tornando-se um encantado do Tambor de Mina.

Morre Seu Teodoro, um dos mestres da cultura popular do DF

RETIRADO DO BLOGUE do sr. Luis Nassif

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Autor:

Morre, aos 91 anos, Seu Teodoro, um dos mestres da cultura popular do DF

Publicação: 15/01/2012 09:00 Atualização: 15/01/2012 13:01

 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Seu Teodoro Freire, mestre da cultura popular e o principal idealizador do Bumba-meu-boi no Distrito Federal, morreu na madrugada deste domingo (15/01) no Hospital Santa Helena, em Brasília. Ele estava com 91 anos e sofria de enfisema pulmonar e há alguns dias resistia aos revezes das saúde debilitada. Ele conseguiu, ainda em vida, a honra e o merecido reconhecimento de receber das mãos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do também então Ministro da Cultura Gilberto Gil, a Ordem do Mérito Cultural tornando-se uma grande referência de cultura popular na cidade e sendo reconhecido o trabalho dele como patrimônio imaterial do Distrito Federal.

O velório acontece hoje, a partir das 12h, no Centro de Tradições Populares, em Sobradinho – Quadra 15, área especial, nº 2 -, e se estende até as 11h desta segunda-feira (16/01).

No último dia 10 foi aberto o período de festejos de São Sebastião, que iria até o próximo dia 20. “Com o falecimento de meu pai, teremos que cancelar toda nossa programação deste mês. Não há o menor clima de continuarmos com as festividades agora. Ficou um vazio muito grande”, explicou Guarapiranga Freire, um dos filhos do artista e que nos últimos anos tem assumido a responsabilidade em continuar com o trabalho cultural do mestre. Com isso, a festa “Bumba-meu-boi e tambor-de-crioula de Seu Teodoro” em comemoração aos 49 anos do tradicional evento e prevista para acontecer em 20 de janeiro não irá ser realizada. ”Não há mais clima”, disse Guarapiranga

Seu Teodoro Freire
O maranhense Teodoro Feire, conhecido como Seu Teodoro, nasceu na pequena cidade de São Vicente Ferrer, localizada a 280 km de São Luís (MS), em 1920. Desde os oito anos era apaixonado pelo cultura popular e dedica-se à tradição de sua região: o Bumba meu boi e outras paixões como o time de futebol Flamengo e sua escola de Samba, a Mangueira.

Seu Teodoro chegou à cidade em 1962, trabalhou na UnB e criou o Centro de Tradições Populares, em Sobradinho, onde seguiu mantendo viva a cultura do Bumba meu boi na cidade.

Cantos de Trabalho

Documentário de Leon Hirszman gravado em 1975-76, essa obra investiga o valor cultural das canções cantadas por trabalhadores no interior do Brasil. Esse episódio, em particular, foi gravado na cidade de Chã Preta – Alagoas .

A tradição do canto de trabalho coletivo no Brasil, onde influências indígenas se misturam às dos europeus e dos africanos, gradativamente essa tradição cultural vem desaparecendo até mesmo nos meios rurais (onde sempre existiu).

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Documentário de Leon Hirszman gravado em 1975-76, essa obra investiga o valor cultural das canções cantadas por trabalhadores no interior do Brasil. A narração é feita por Ferreira Gullar.

Essa tradição do canto de trabalho coletivo no Brasil, onde influências indígenas se misturam às dos europeus e dos africanos, gradativamente essa tradição cultural vem desaparecendo até mesmo nos meios rurais (onde sempre existiu).

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Entre 1974 e 1976, Leon Hirszman realizou três documentários produzidos pelo MEC sobre os cantos entoados pelos trabalhadores rurais nordestinos. Na trilogia há a documentação dos cantos de trabalho da cana-de-açúcar em Feira de Santana, dos plantadores de cacau em Itabuna, de mutirões em Chã Preta. “É uma espécie de partido-alto do campo, uma roda de samba no trabalho” – afirma o cineasta que confessadamente caminhava na trilha aberta por Humberto Mauro e Mário de Andrade no resgate dessa prática cultural em vias de extinção.

Cana-da-açúcar (1976)
Ao mesmo tempo em que transformam a natureza, certas atividades humanas, pelo seu caráter sazonal, criam manifestações culturais e artísticas muito particulares pela dimensão e ritmo que contêm. Leon Hirszman registra na região de Feira de Santana, Bahia, as cantorias dos trabalhadores da cultura da cana-de-acúcar..

Palhaço Benjamim e a democratização do palco

RETIRADO DO BLOGUE do sr. Luis Nassif

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Enviado por luisnassif, qua, 04/01/2012 – 14:00

Do blog Bemvindo Sequeira

O RACISMO NA ARTE CIRCENSE

Você sabia que a tradição circense não admitia palhaços ou artistas negros?

Neste sentido o Palhaço Benjamim, negro, foi precursor da democratização e da luta anti-racismo nas artes cênicas brasileiras.

O Palhaço Benjamim, como era conhecido, mantinha um circo e depois um pavilhão no início do século XX no Campo de Santana, no Rio de Janeiro, e era muito bem sucedido em suas apresentações.

Talvez, por ser negro e circense, poucos registros se fazem dele ainda hoje.

Benjamim abriu caminho para gerações de artistas negros honrarem o Brasil:

Grande Othelo,  Chocolate, Abdias do Nascimento, Zózimo Bulbul, e muitos outros precursoes que ainda nos deleitam com sua presença como Léa Garcia e Milton Gonçalves, pedindo perdão se não cito todos, tamanha a lista que Benjamin abriu.

Na foto abaixo, à esquerda o palhaço Polidoro, e à direita o Benjamim. Foto de 1902 .

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Na foto abaixo o Benjjamin apresentado pela Companhia Spinelli.

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