Cantaiada e Poemia

Pequeno encontro da Cultura dos cantadores, de eleitos poetas, do Nordeste em geral e do Brasil em particular!

Um Pouco Sobre Dinara Pessoa

Escrito por Caburé em 23 Julho, 2008

Retirado de JCOnline

Dinara Pessoa tomou gosto pelo pastoril desde o tempo de infância

A pesquisadora, que chegou a participar de jornadas, viu-se obrigada a pagar com dinheiro do próprio bolso a nova fornada de discos para atender aos pedidos

A pernambucana Dinara Helena Pessoa, desde a infância, está ligada à cultura popular e ao pastoril, particularmente. “Quando pequena, dancei mais de 50 vezes o pastoril”, contou. Acompanhada da mãe, seguia o folguedo na Festa da Mocidade, na quermesse do colégio, em Casa Amarela ou Itamaracá, interpretando os diversos personagens que compõem a apresentação do pastoril. Onde estivesse os cordões azul e vermelho, lá estava ela.

Com o interesse pela música, e pelo piano principalmente, Dinara deixou de dançar e passou a tocar nas apresentações de pastoril. “Deixei de ser brincante para ser uma entusiasta do folguedo”. O seu envolvimento com a música só fez aumentar com a entrada no Conservatório Pernambucano e, posteriormente, a licenciatura e o bacharelado em piano na UFPE.

Para juntar o estudo da cultura popular com este lado acadêmico e erudito, Dinara fez uma pós-graduação em Etnomusicologia, no Centro para las Culturas Populares y Tradicionales, da Venezuela. A formação etnomusical ajudou na pesquisa que ela empreendeu a partir dos anos 70. “A partir de 1970, através do historiador Leonardo Dantas, o Recife passou a abrigar vários concursos de pastoril, muitos deles com a minha presença nas comissões julgadoras”.

Após aposentar-se da UFPE e da Escola Técnica Federal e desempenhar algumas funções na administração cultural do Recife, Dinara decidiu colocar no papel os mais de 20 anos que passou recolhendo dados e sons dos pastoris do Estado. “Mas eu não tinha nenhuma perspectiva, nem condições financeiras de bancar um projeto como este”. Como quem não quer nada, inscreveu o projeto na Lei de Incentivo do Recife e aguardou. “Tomei um susto quando fui selecionada, era a certeza de que o projeto virava realidade”.

O apoio garantiu a produção de duas mil cópias do disco, que se esgotaram rapidamente. Este ano ela voltou a fazer mais cópias, desta vez com o dinheiro do próprio bolso. “As pessoas me procuravam, queriam ter o disco, então tive que mandar fazer mais”.

Para quem estava satisfeita com a recepção da obra, o prêmio do Iphan foi outra grande surpresa. “Depois da premiação do Centro Luiz Freire e da Fundação de Cultura do Recife no ano passado, as pessoas passaram a me dar incentivo, mas não acreditava que pudesse ganhar”. Foram 36 ações selecionadas pelo instituto, distribuídas em cinco categorias. O projeto pernambucano concorreu com outros cinco na categoria de Inventário de Acervos e Pesquisa.

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O Calango

Escrito por Caburé em 23 Julho, 2008

Retirado de Jangada Brasil

O Calango — baile típico da Baixada Fluminense
Wilson W. Rodrigues

Uma das mais curiosas formas de coreografia popular da Baixada Fluminense, na zona de influência da estrada de penetração para a região Serra-acima (Estrada velha de Petrópolis, atual estrada Automóvel Clube) é o calango. O calango, como, em geral, acontece nessas designações é baile, dança, canto e música. É realizado debaixo de latadas especialmente construídas para a “função” e parece ser o gênero típico que predomina nessa parte da Baixada Fluminense. Tivemos ocasião de assistir a diversos calangos, e baseados em observações diretas de nosso trabalho de campo é que fazemos, pela primeira vez, o registro dessa tradição fluminense.

Registro

Nome: Calango

Região: Parada Angélica, distrito de Imbariê, município de Duque de Caxias, estado do Rio do Janeiro. Localidade rural por excelência, na qual predomina a lavoura da banana. O estilo da habitação é o da casa de sopapo coberta de sapê. Predomina na população a influência negra. Largo consumo de cachaça. Alimentação básica: aipim, feijão, angu, carne seca, banana e comumente, caça local. A recreação típica é o calango. Não existe igreja na localidade, e conseqüentemente há ausência de festas religiosas, a não ser a comemoração do dia de São João. É costume a reza das ladainhas como culto doméstico.

Origem: O calango parece ser de proveniência mineira e resultar de duas fontes étnicas: a européia e a negro-africana. É a interência que tiramos de sua denominação. Dos europeus recebemos o habitualismo de dar o nome de bicho as danças (cf. Pavana de pavo; tarantela, de tarântula; etc.); calango é também nome de certo iguanídeo, o camaleão. Dos negros recebemos o vocábulo “calango” que, cf. Jacques Raimundo em O elemento afro-negro na língua portuguesa, deriva de ambundo kalanga ou rikalanga, que significa lagartixa. O étimo, porém nos sugere a hipótese de que a forma primitiva do calango fosse uma dança imitativa. Os dançarinos nesse caso imitariam o “passo do calango”; o arrasta-pé característica que ainda hoje se observa nesse folguedo, talvez seja ainda o vestígio do andar arrastado do réptil. Ora, em se tratando, além de uma dança, também é um desafio, é possível que o étimo negro-africano, não seja propriamente kalanga significando “lagartixa”, mas o verbo de kibumdo, kalanga que significa “prevenira; cf. Pereira do Nascimento em seu Dicionário sobre o kimbundo, registra: Prevenir, v. a. Kalanga. Ficar de prevenção (ensina o africanólogo luso) em kimbundo é o verbo kanga. Ora, num desafio ambos contendores se encontram sempre de prevenção. Não será excesso ligar o calango desafio com o verbo kalanga (prevenir).

Caráter: Dança recreativa em que tomam parte ambos os sexos.

Formação: Dança de parelha

Dança: Os pares dançam arrastando pé: o arrasta-pé acompanha o ritmo musical.

Canto: É um gênero de desafio com dois cantadores ou mais cantadores. Cada cantador é independente na sua cantoria e apenas o “pé de cantiga” une os assuntos; os temas às vezes não possuem nenhuma conexão entre si; apenas o “pé de cantiga” religa-os. O canto não tem nenhum caráter de polêmica, nem de sátira. Embora haja verso improvisado, a contextura do calango é ordinariamente tradicional. Cantam quase sempre em falsete, e não deixa de ser curioso se ver negro forte e de voz grossa cantando fino e em tom anasalado.

Texto: Os seguinte textos foram recolhidos em Parada Angélica.

Ninguém fale do calango
Que o calango é meu xará
Quem quiser cachaça boa
Manda o calango buscar
Que o calango é bem mandado
Vai depressa e volta já.
Amigo patrão, meu amo
Eu agora vou falar… etc.

Estribilho
O-lê-lê
Calango deu
O-lê-lê
Calango dá

Música: Compasso binário. Repetição de notas nos fragmentos melódicos. Tonalidade em bemol.

Instrumentos: Viola, cavaquinho, sanfona, chocalho.

Observações: Ainda não foi feito o registro cinematográfico do calango. Ao que nos conste esta é a primeira comunicação a respeito.

(Rodrigues, Wilson W. “O calango; baile típico da Baixada Fluminense”. Vanguarda. São Paulo, 18 de setembro de 1953)

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Sobre Wilson Woodrow Rodrigues

Escrito por Caburé em 23 Julho, 2008

Retirado de JGAraujo

Wilson Woodrow Rodrigues

Nasceu a 6 de julho de 1916. na cidade do Salvador, Estado da Baia, filho do Cel. Julio Rodrigues de Sousa e de D. Josina Parente Rodrigues. Desde menino revelou vocação para a poesia, tendo publicado as suas primeiras composições em periódicos escolares. Foi jornalista.

Bibliografia:
“Sombra de Deus”.
“Pai João”.
“Lendas do Brasil”.

(Antologia da Nova Poesia Brasileira - J.G . de  Araujo Jorge - 1ª ed., 1948)

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Artesanato Acreano

Escrito por Caburé em 22 Julho, 2008

Retirado de Overmundo

Artesanato acreano - www.artesanatoacreano.com.br

Quem não tem um colar de jarina ou a pulseira de açaí?
Por Fabiana Mesquita

De todo o trabalho tradicional do Acre, desde a retirada do leite da seringueira, da castanha e sementes até a composição de remédios com plantas locais, o que mais chama atenção, tanto do turista quanto do próprio acreano, é o artesanato.

A vocação do artesão acreano, adquirida das contribuições de nordestinos e indígenas, manifesta-se nos trabalhos com fibras típicas da região, cerâmica, ouriço da castanha, jarina (marfim vegetal), madeira, cestaria (palha, cipó, titica, timbó e ambé), látex, couro vegetal e sementes.

Quem visita o Estado não pode sair sem uma peça. Os colares de jarina e as pulseiras de sementes de açaí são acessórios essenciais das mulheres da região. Apreciadores da arte ficam impressionados com a qualidade do produto feito com a utilização de sementes florestais de forma delicada e diferente. Além de colares e pulseiras, encontramos brincos, luminárias, porta-retratos, imãs de geladeiras que descrevem costumes locais e uma infinidade de peças decorativas.

Atualmente, com a criação da Gerência do Artesanato pela Secretaria de Cultura, os artistas ganharam mais apoio e ampliação das oportunidades de comercialização dos seus produtos. É possível encontrar as peças em feiras, mostra e exposições oferecidas constantemente por todo Estado. Em Rio Branco encontramos barracas de artesãos nas praças e mercados do centro.

Alguns Estados já se interessaram pelos produtos. É possível encontrar peças acreanas em feiras e lojas especializadas de São Paulo, Pará, Mato Grosso, Ceará, Brasília e outros.

Onde fica:
Em Rio Branco:
Casa do Artesão - Parque da Maternidade
Mercado Velho - Praça da Bandeira, margem esquerda do Rio Acre
Praça do José de Melo - Av. Ceará, centro

quando ir:
Todo dia

quanto custa:
O preço das peças varia entre 5,00 e 25,00 reais.

Saiba mais: www.artesanatoacreano.com.br

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Principais Danças, Ritmos e Folguedos no Mato Grosso

Escrito por Caburé em 22 Julho, 2008

Retirado de MTNews

Principais Danças, Ritmos e Folguedos no Mato Grosso
Texto do músico e pesquisador Milton Pereira de Pinho - Guapo

Em período fértil no terreno cultural, Mato Grosso cria novos passos e ritmos, com novos grupos de folclore assimilando culturas e confirmando a fama de ser o mais brasileiro de todos os Estados da Nação.

Siriri - O siriri é uma dança das mais populares do folclore mato-grossense, praticada especialmente nas cidades e na zona rural da baixada cuiabana, fazendo parte das festas de batizados, casamentos e festejos religiosos. É uma dança que lembra os divertimentos indígenas. Segundo a pesquisadora Julieta de Andrade - “siriri é uma suite de danças de expressão hispano-lusitana, fortemente cultuada no ritmo e no andamento, com expressão africana”. e compara o siriri com o fandango do litoral brasileiro.

É o siriri dançado por homens, mulheres e até crianças, numa coreografia bastante variada e sem uma interpretação definida, sendo praticada em sala de casa ou mesmo em terreiros. A música é simples e bastante alegre, falando de coisas da vida. Os tocadores são também os cantadores, em solo ou em côro com os participantes da dança. Os instrumentos musicais usados no acompanhamento da dança são basicamente a viola de côcho, o ganzá e o mocho ou tamboril.

Cururu - O Cururu é importante componente do folclore mato-grossense. A dança do cururu se classifica em sacra e profana. A sacra, também chamada de função, geralmente acontece as orações aos santos de devoção popular e tem o objetivo de louvar ou homenagear aquele determinado Santo. A profana é aquela dança acompanhada pelos desafios e versos dos repentistas, por trovas de amor e uma variada coreografia.

O cururu, na cuiabania, é dança de roda, só para homens, ao som de desafios cantado, com acompanhamento instrumental; é função de cururu.

Congadas - Outra dança característica do folclore mato-grossense, é a Dança de Congos, também chamada Congadas. É de origem autenticamente africana. Esta dança geralmente fazia parte das comemorações festivas de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito. A Dança de Congos é de característica dramática e a indumentária colorida associada ao uso de espadas, simboliza a luta entre dois potentes africanos, um representando a nação do Rei de Portugal, o dominador e o outro representando a nação do Rei Congo (ou seja, a África negra dominada) .

A dança constitui-se de duas partes bem distintas, a cantiga e a embaixada. Além da baixada cuiabana, as Congadas são tradicionalmente cultuada na primeira capital mato-grossense, a cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade.

Cana verde - A Cana Verde é uma dança em desuso, hoje é considerada uma variação mais longínqua do Siriri. Também é dança típica da baixada cuiabana.
Basicamente é uma dança de roda simples, onde homens, mulheres e crianças dançam numa fila, dando dois passos para cada lado. A duração da dança depende do fôlego dos cantadores, da suas possibilidades de desafio; e eles cantam sem parar, eis que cada um faz a segunda voz para o outro, alternadamente, enquanto se “atazanam”. - Julieta de Andrade - Pesquisa de Folclore em Mato Grosso.

Troika Pantaneira - Expressão coreográfica criada em Barão de Melgaço, pelo professor João Gonçalves. O nome “troika” é de origem russa, significando uma espécie de cordão de saideira, com síntese do Cururu, Siriri, Rasqueado, Chamame, Quadrilha, Pericón e São Gonçalo.
A dança caracteriza-se por passos marcantes. A indumentária é da catadeira de algodão (saia cor de ponche c/ abertura ) , para mulheres. Para os homens a indumentária é de peão pantaneiro ( bota, chapéu, lenço, laço, etc ).

A Troika Pantaneira não atem data certa para apresentação, mas sabe-se ocorre em qualquer festa junina.
É comum aos turistas que visitam as exuberantes baías de Chacororé e Siá Mariana, se depararem com dançarinos, às margens do glorioso Rio Cuiabá ensaiando passos e números inéditos da gostosa dança.

Chalana - Desta nova safra, destacam-se os integrantes do grupo folclórico Chalana, da cidades de Cáceres, que filtrou da música gaúcha e mato-grossense um ritmo alucinante e envolvente, fazendo com que as pessoas que o assistem, tornem-se apreciadores desta novidade cultural. Há que destacar, que o migrante, ao vir para Mato Grosso, trouxe consigo sua tradição, e junto, um certo ranço bairrista. Daí a observar-se em cidades do interior diferentes tipos de manifestações folclóricas, das quais, algumas jamais vistas em nosso Estado.

Dança do Zinho Preto
- A dança do Zinho Preto é digna de registro. É praticada por um grupo de dançarinos no município de Jauru, cidade que fica entre as vertentes dos rios Guaporé e Jauru, no oeste mato-grossense.

É uma dança que envolve somente homens, diversas fases são desenvolvidas, sempre ao som de uma sanfona e pandeiro. Os dançarinos vestem-se com roupas em tons berrantes usam penachos na cabeça. Frequentemente pulam garrafas (vazias) dispostas em linha reta, no chão, usando também espadas (de madeiras), simbolizando uma luta. A Dança do Zinho Preto de Jauru tem características indígenas e africanas.

Dança do Facão - Uma das manifestações de maior destaque no interior mato-grossense, é a Dança do Facão. É um folfolguedo tipicamente gauchesco, sendo apresentado principalmente nos CTGs - Centro de Tradições Gaúchas, esparramados por todos os rincões do Estado, inclusive na capital, Cuiabá.
Esta dança agrada a todos que vêem, pela riqueza do figurino e agilidade dos dançarinos.

Dança dos Lenços - A dança originária da cidade pantaneira de Barão de Melgaço, criada por dona Leodina Oliveira da Silva. Segundo a própria Leodina, esta expressão saiu dos passos do Siriri, chamado Barco do Alemão. A dança é uma declaração de amor no sentido mais singelo e sublime.

Milonga - Expressão que nasceu na região platina e que virou toada pública no Rio da Prata. Existe a milonga pampeana e a da cidade. A Milonga é poeticamente fruto da preguiça do tempo e das horas de ausência do gaúcho ou base melódica para o Payador (repentista do sul). Em Mato Grosso, a milonga chegou com os migrantes gaúchos, notadamente a partir da década de setenta, assim como outros ritmos.

Chote - Dança de origem alemã ou húngara, trazida para Espanha e portugal, mais tarde para a América, a qual fixou-se no sul e nordeste brasileiro. o nome vem do alemão Schottish, parecido com a mazuca e com a polca. E chote no sul é mais conhecido no Rio Grande do Sul, na Província de missiones ( Argentina) e algumas regiões fronteiriças do Uruguai. Tornou-se dança popular, criando característica própria. Veio para o Mato Grosso com os gaúchos e nordestinos, especialmente a partir dos anos setenta.

Fandango - Dança espanhola e portuguesa, foi trazida para o Brasil no século passado. O Fandango é um tipo de baile rural em Portugal, acompanhado de sanfona e viola, enquanto que na Espanha, de violão e castanhola. É uma expressão que existe em vários estados brasileiros e Mato Grosso somente recebeu suas influências há poucas décadas. O Fandango é tocado pelos conjuntos musicais em bailes gaúchos.

Vanerão - Assim como vanera, vanerinha, segundo o pesquisador Paixão Côrtes, nasceu da habanera e esta por sua vez nasceu em Havana - Cuba. Daí o seu nome habanera que quer dizer de habana. A habanera foi a primeira música genuinamente afro-latino-ameriacana que foi levada para salões europeus do século XVII. Mais tarde, já deformada na sua estrutura primordial devido às modalidades nelas aplicadas pelos músicos europeus, voltou com os imigrantes portugueses e espanhóis, alojando-se em diversas cidades da América Latina. De acordo com nossas pesquisas, a habanera deu origem no maxixe brasileiro, e grande expressão popular argentina, o tango. Quanto ao vanerão, foi mais uma alteração dessa música e se tornou, ao lado do chote, bugio, fandango, etc, uma das danças populares do Rio Grande do Sul. Também foi trazida a Mato Grosso pelos povos do sul.

Cateretê - De provável origem africana, disseminada nas regiões sudeste e Estado de Goiás. Dança em fileiras opostas e cantada, cujo nome indica origem tupi, mas que coreograficamente se mostra muito influente pelos processos de dançar catira. O cateretê é cultivado em Mato Grosso na região do Médio Araguaia.

Bugio - Dança popular gaúcha. É considerada a mais autêntica de todas as outras. A denominação bugio vem da imitação que os pares fazem durante o desenrolar da dança. O bugio apareceu em Mato Grosso com o movimento migratório gaúcho.

Moda de Viola - Canção rural a duas vozes, em terças, com acompanhamento de viola de pinho. Seus temas enfocam sagas de boiadeiros, amores não correspondidos e sempre cantada com vernáculos locais. Em Mato Grosso é facilmente encontrada em toda extensão araguaiana, trazida pelos migrantes de Minas Gerais, São Paulo e Goiás, onde é muito comum.

Toada - Qualquer cantiga de melodia simples e monótona, texto curto, sentimental ou brejeiro, estrofe e refrão.

Pastorinhas ou Pastoril - Pequena representação dramática, composta de várias cenas (jornadas), durante as quais se sucediam cantos, danças, partes declamadas e louvações e que se realizava diante do presépio, entre o dia de natal e o de Reis, para festejar o nascimento de Jesus. Folguedo comum em Barra do Garças - Vale do Araguaia.

Música Nordestina - Denominação dada a toda nebulosa telúrica da cultura musical nordestina. A música nordestina tem vários ritmos, folguedos e cantorias. Em Mato Grosso o chamado forró é mais conhecido devido a ser uma coletânea de danças populares nordestinas, como o baião, xaxado, chote … A música nordestina influenciou Mato Grosso em toda região do Vale do Araguaia e norte do Estado, principalmente depois da fundação de Brasília.

Catira
- Considerada a mais contundente expressão rural originada do Lundu, ao lado do Cateretê, Cururu Paulista, Arrasta-Pé, Balanço, Calango Mineiro, Pagode…etc. Com sapateado ou improvisações de versos mostrando uma das facetas de fandango luso-espanhol, a catira marca no seu desenrolar toda uma saga de chamada música caipira e seu canto, em primeira e segunda voz, que hoje é uma das bases vocais da música sertaneja. A catira desenvolveu-se em diversas regiões mato-grossense; Chapada dos Guimarães, Vale do Araguaia, do Rio Garças e do rio Vermelho.

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