Cruzamento da Rui Carneiro (Bairro de São Jose) – Poesia

RETIRADO do blogue Decifra-me & Me devora – VISITEM!

Cruzamento da Rui Carneiro (Bairro de São Jose)
ZkDiniz

Foi na briga de “nife” que todo coberto de sangue ele clamou:
“Olha Ogum ta de ronda…”

E o Punhal novamente nele entrou, ele continuava:
“Miguel esta chamando…”

Ébrio e ensangüentado corcoveava:
“Eu não sei onde é,é,é…”

Foi um descuido? Foi azar? Foi Fé!
O fato é que as tripas do seu desafeto
estão nos seus pés!

O MAJESTOSO BAOBÁ MARIA GORDA

RETIRADO do incrível blogue Foi desse jeito que eu ouvir dizer – Vale a pena!

 

O MAJESTOSO BAOBÁ MARIA GORDA
“Sorte por longo prazo
a quem me beija e respeita
mas sete anos de azar
a cada maldade, a mim feita.”
(1627)

Na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, mais precisamente na Praia dos Tamoios, reside uma velha senhora de noventa e dois anos, chamada “Maria Gorda”. Lá ela vive placidamente, cercada de passarinhos, de frente para o mar. Ninguém a molesta. Conhecida de todos na ilha ela é respeitada e querida, um patrimônio de lugar.
Vinda de Manaus, em 1907, lançou suas raízes nos Tamoios, pelas mãos do Dr. José Caetano de Almeida Gomes, médico, professor e famoso pesquisador em Botânica. Começou a crescer e a engordar e tanto engordou que recebeu o apelido vigente até hoje: Maria Gorda. Título que não lhe causa o menor aborrecimento. Ela é gorda mesmo… Seu tronco já está com três metros de diâmetro, mas com o passar dos tempos ainda ficará mais encorpado, posto que suas irmãs de espécie chegam a viver trezentos anos e alcançam setenta metros de altura com diâmetro de oito metros!
Abençoada Maria Gorda! Abençoado baobá, trazido pequeno para Paquetá! Hoje, ereto, com suas grossas raízes e seus galhos imensos parece um gigante zelando por todos nós e pela terra que o acolheu.

 

Dia da Cultura

No dia 5 de novembro, aniversário de Rui Barbosa, é comemorado no Brasil o Dia Nacional da Cultura. Anualmente, a Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, instituição vinculada ao Ministério da Cultura (FCRB/MinC), condecora personalidades que se destacaram na prestação de serviços à Cultura do país com a Medalha Rui Barbosa.

A cerimônia de entrega das medalhas será às 17h desta quinta-feira, dia 5, no auditório da FCRB (Rua São Clemente, 134 – Botafogo). Após a solenidade o violonista José Paulo Becker fará um show em que lançará o cd “Pra tudo ficar bem”. A apresentação conta com participação especial do músico Zé Renato.

Em 2009, as seguintes pessoas e instituições serão homenageadas: Alberto Venâncio Filho, Mário Brockmann Machado, Renato Bozzetti (consultor das áreas de elétrica e de tecnologia da informação) e Romão Veriano da Silva Pereira (arquiteto responsável pela obra de reforma do Museu) e os servidores Ana Paula Paladino, Carlos Renato Costa Marinho, Eduardo Pinheiro da Costa, Lia Calabre de Azevedo e Lúcia Maria Velloso de Oliveira.

Integram também a Semana da Cultura as seguintes atividades:  o seminário Repercussões da Campanha Civilista (3 e 4/11), mostra Viva Rui Barbosa, o candidato do povo! (inauguração no dia 3/11). A entrada para todos os eventos é franca.

Informações: (21) 3289-4648, na Assessoria de Imprensa da FCRB/MinC.

(Claudia Altschüller, FCRB/MinC)

Pedido encarecido

Prezados amigos:

votem em mim – http://www.fliporto.net/votacao2/ – no poema de autoria de Hercules Xavier, cujo título é Sonho (pela metade)

Apresentação de Roberto Corrêa

Ontem, na Marina da Glória, cá pelas bandas do Rio de Janeiro, foi a apresentação do professor Roberto Corrêa e seu virtuosismo na viola caipira e viola de cocho – esta última, diga-se, pouco conhecida pelo país afora, quiçá o mundo.

E é mais do que hora do mundo render-se ao nosso regionalismo; os embutidos musicais já deu há muito tempo. O corpo não é feito só para a dança e os prazeres, mas também para músicas e canções que o embalem, o envolvam de alguma maneira mais sutil.

Na mesma medida em que o gosto se expande, natural irmos deixando de lado elementos que não mais nos agrade. Se representa isso uma evolução, aí já não posso dar certezas, mas apenas citar que os religiosos creem que dessa forma mais se aproximam de Deus – em suma: melhoramos nossa sensibilidade.

O professor Roberto presenteou os seus espectadores com um brilhantismo que, fossem ‘os do sul’ mais afeitos às coisas nossas, e bateriam palmas e mais palmas, chamando mais e mais pessoas para assistí-lo. Tamanho o desconhecimento – ou insensibilidade – que apenas uma senhora da pequena platéia reconheceu que a bela composição Luar do Sertão foi tocada na íntegra!

Esse foi um presente e tanto, que me arrependo de não ter filmado.

Mas espero que o professor Roberto não desista dessa empreitada, de apresentar sua arte à esse Brasil bom todo!

H.